Inflação das famílias mais pobres avança mais que índice geral
Em outubro, o indicador teve alta de 0,73%, contra 0,55% dos preços ao consumidor nacional
Economia|Do R7

A inflação das famílias mais pobres, medida pelo IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1) registrou alta de 0,73% em outubro e ficou acima do indicador nacional, o IPC-BR.
No acumulado os últimos 12 meses, no entanto, o índice das famílias de baixa renda ficou em 4,97%, enquanto os preços gerais tiveram alta de 5,36%, nível acima do registrado pelo IPC-C1.
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Sete das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação:
Alimentação (-0,16% para 1,13%;
Transportes (-0,27% para 0,26%);
Habitação (0,53% para 0,69%);
Saúde e cuidados pessoais (0,33% para 0,58%);
Educação, leitura e recreação (0,14% para 0,60%)
Despesas diversas (0,05% para 0,26%); e
Comunicação (0,07% para 0,44%).
Nestes grupos, os destaques partiram dos itens: hortaliças e legumes (-13,63% para 0,34%), tarifa de ônibus urbano (-0,48% para 0,49%), gás de bujão (1,24% para 2,40%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,37% para 1,05%), salas de espetáculo (-0,58% para 0,64%), alimentos para animais domésticos (0,18% para 1,52%) e tarifa de telefone móvel (-0,23% para 1,16%), respectivamente.
Em contrapartida, apresentou decréscimo em sua taxa de variação o grupo Vestuário (0,90% para 0,69%). Nesta classe de despesa, a principal influência partiu do item calçados, cuja taxa passou de 0,95% para 0,20%.












