Inflação 'na porta de fábrica' perde força em maio, mas acumula alta de 9% em 2022
Índice de Preços ao Produtor, que mede a variação dos preços sem impostos nem frete, subiu 1,8% e acumula alta de quase 20% nos últimos 12 meses, diz IBGE
Economia|Do R7

Os preços no setor industrial em maio de 2022 perderam ritmo ao subir 1,83%, na comparação com abril (1,94%), segundo dados apresentados nesta sexta-feira (1º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Com a variação, o IPP (Índice de Preços ao Produtor), que mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, isto é, sem impostos nem frete, acumula alta de 9,06%, a segunda maior taxa para o mês de maio da série histórica. Nos últimos 12 meses, a taxa foi de 19,15%.
Mais uma vez, a indústria extrativa apresenta a maior variação (12,5%), após variação negativa (-11,54%) em abril, com destaque para os dois produtos com maior peso no segmento: o óleo bruto de petróleo e o minério de ferro.
"Após a apreciação acumulada nos primeiros meses do ano, verificamos em maio uma depreciação corrente do câmbio, o que, tudo o mais constante, provoca um aumento do montante em reais recebido pelos produtos cotados em moeda internacional, como o petróleo e o minério", afirma Felipe Câmara, analista responsável pela pesquisa.
"No caso do óleo bruto, os preços internacionais se recuperaram em maio e, no caso do minério, em particular, é observada uma recuperação na segunda quinzena do mês, período em que se concentraram as exportações brasileiras do produto. Essa combinação de depreciação cambial com recuperação dos preços internacionais é importante para explicar o aumento de preços da indústria extrativa, a principal responsável pelo resultado geral no mês”, completa Câmara.













