Isenção do IR alivia quem ganha menos, mas poderia ser mais ambiciosa; veja análise
Reforma no Imposto de Renda deveria ser acompanhada de outras correções para diminuir desigualdades no país, segundo economista
Economia|Do R7
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A aprovação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil é um passo na direção certa — mas poderia ter sido mais abrangente, segundo análise do economista Roberto Troster. Ao Conexão Record News de quinta-feira (6), o especialista explica que diversos levantamentos apontam que pessoas de maior renda pagam menos impostos, proporcionalmente.
Troster avalia que a fixação da tabela do imposto cria um problema a ser resolvido no futuro. A proposta determina que o estabelecimento do valor fixo em R$ 5 mil não é indexado à inflação do país, o que pode causar distorções maiores na cobrança de impostos. “Devem indexar e fixar as alíquotas, até um pouco mais, a alíquota máxima aqui no Brasil é 27,5%. A média da América Latina é 35% — quem ganha muito, paga mais”, analisa.

O Senado aprovou, nesta quarta-feira (5), por unanimidade, a proposta que isenta do pagamento do Imposto de Renda quem recebe até R$ 5 mil mensais. Com essa decisão, o Congresso conclui a análise do projeto, que agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A ampliação da faixa de isenção foi uma das principais promessas de campanha do petista em 2022. Durante a tramitação, parlamentares estimaram que a medida poderá beneficiar cerca de 16 milhões de contribuintes. Além disso, o projeto prevê um desconto parcial para quem ganha entre R$ 5.001 e R$ 7.350, alcançando aproximadamente 6 milhões de pessoas.
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