Lagarde está satisfeita com acordo de perdão da dívida da Ucrânia
Economia|Do R7
Washington, 27 ago (EFE).- A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, expressou sua satisfação com o acordo alcançado nesta quinta-feira entre as autoridades ucranianas e seus credores para o perdão de quase 20% de sua dívida, que passa dos US$ 19,3 bilhões. "Recebemos com satisfação o acordo de hoje sobre os termos da oferta de troca de dívida entre o governo da Ucrânia e o Comitê de Credores 'ad hoc' de credores da dívida soberana garantida da Ucrânia", disse Lagarde em uma declaração. "Os parâmetros do acordo anunciado ajudarão a restabelecer a sustentabilidade da dívida e, junto com os esforços quanto a política de reformas das autoridades, completarão substancialmente os objetivos estabelecidos no programa apoiado pelo FMI", acrescentou. Lagarde afirmou que a "total aplicação do acordo proporcionará o alívio da dívida buscado, e reduzirá as necessidades financeiras previstas para depois do programa e situará a dívida pública em um claro caminho descendente". O acordo anunciado hoje pela ministra de Finanças da Ucrânia, Natalia Yaresko, inclui o perdão pelo comitê de credores de US$ 3,8 bilhões da dívida, equivalente a quase 20% do total. O acordo inclui, além disso, uma prorrogação nos prazos para o pagamento do principal da dívida, que deverá ser feito entre 2019 e 2027, e não entre 2015 e 2023, como estava estabelecido inicialmente, embora a taxa de juros tenha sido aumentada da média atual de 7,22 para 7,75% ao ano. "Estou muito satisfeita com o acordo de hoje e apreço a atitude positiva tanto do Comitê Credores 'ad hoc' como do governo da Ucrânia", acrescentou Lagarde, que elogiou especialmente o "duro trabalho" desempenhado pela ministra Yaresko e sua equipe. O acordo, embora longe das aspirações iniciais do governo, que pedia o perdão de 40% da dívida, representa um grande alívio para a economia ucraniana, que deveria pagar US$ 500 milhões em 23 de setembro. O acordo não inclui a dívida contraída com a Rússia, que se recusou a negociar uma reestruturação com a Ucrânia, e Kiev deve pagar uma parcela de US$ 3 bilhões no fim do ano. EFE hma/cd















