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Levy não responde se permanece no cargo, após Fitch tirar grau de investimento do Brasil

Ministro disse que o problema é sério e que mostra que nem tudo está sendo feito

Economia|Rodrigo Vasconcelos, do R7, em Brasília, com Reuters

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Ministro Joaquim Levy está no cargo há quase um ano
Ministro Joaquim Levy está no cargo há quase um ano

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, permaneceu em silêncio ao ser questionado por jornalistas nesta quarta-feira (16) se permanecerá no cargo, minutos após a agência de risco Fitch ter rebaixado o rating do Brasil para "BB+", tirando do país o selo de bom pagador.

Sobre a perda do chamado grau de investimento, Levy disse que isso é sério. Para o ministro, a decisão da Fitch indica que nem tudo que precisa ser feito "está sendo feito no passo necessário".


— O que temos que fazer num episódio desse é tomarmos as medidas de defesa do Brasil. Nós temos agora que fazer a defesa do Brasil, votar o que é preciso votar, termos as receitas que precisamos para dar segurança a todo mundo.

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Mais cedo, a agência de classificação de risco Fitch retirou o grau de investimento do Brasil. Essa nota de crédito é usada por investidores internacionais na hora de aplicar no Brasil.

Hoje, a nota de crédito do Brasil na Fitch passou de BBB- e para BB+. Isso na classificação da Fitch indica "grau especulativo", ou seja, há risco de calote aos investidores.


Entenda como a mudança da nota interfere na sua vida

Na última terça-feira (15), o ministro Joaquim Levy recebeu a notícia oficialmente de que a presidente Dilma Rousseff decidiu que a meta de superávit primário do setor público consolidado de 2016 não será de 0,7% do PIB (Produto Interno Bruto) e que deve ficar abaixo de 0,5%. Levy defende a meta maior.

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