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Maggi diz que proibição atinge até 35% da exportação de frango à UE

Ministro da Agricultura considerou que o veto europeu "traz impacto bastante grande" às 20 exportadoras de carne de frango afetadas

Economia|Do R7, com Agência Estado

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UE proibiu a importação de 20 frigoríficos do Brasil
UE proibiu a importação de 20 frigoríficos do Brasil

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou nesta quinta-feira (19), que as 20 plantas exportadoras de carne de frango suspensas pela UE (União Europeia) correspondem a uma parcela de 30% a 35% das vendas do produto brasileiro para o bloco.

Em Campo Mourão (PR), onde participou de reunião com dirigentes da Cooperativa Coamo, Maggi considerou que o veto europeu "traz impacto bastante grande" às companhias, as quais terão de buscar outros mercados enquanto os procedimentos de reabertura para a UE terão de ser feitos.


"Os frigoríficos têm mercado interno e em vários lugares do mundo, não só na União Europeia. Temos um problema que não é o fim do mundo, e as empresas têm capacidade de superar", disse o ministro.

A superintendente de relações internacionais da Confederação Nacional da Agricultura, Lígia Dutra, afirma que o frango produzido para exportação é o mesmo exportado. “Não existe duplo padrão de produção. A qualidade e o nível de fiscalização seguem as mesmas normas”, diz ela.


“Se existem problemas eles estão sendo apurados, mas a UE está usando desse argumento para defender no mercado um produto que eles também produzem”, argumenta Dutra.

Maggi afirmou que, apesar de o Ministério da Agricultura ser um "órgão regulador", a pasta poderá auxiliar as companhias que tiverem dificuldades financeiras com uma intermediação junto a bancos para que o problema não se agrave.


O ministro explicou que, após a suspensão, o processo de reabertura recomeça "o mais breve possível", com a elaboração de um plano de contingência e a solicitação de uma nova missão da UE para auditorias nas plantas suspensas. Ele não deu prazo para que uma reabertura ocorra, mas técnicos da pasta calculam que a retomada do mercado demorará mais de um ano. "O Brasil terá o direito de pedir uma nova missão da União Europeia em frigoríficos e teremos de estar sem qualquer problema, porque, se comprovado algo novo, poderemos ser penalizados", afirmou.

Na próxima semana, o ministro terá reuniões em Brasília com representantes de cooperativas paranaenses e com empresas atingidas pelo veto da UE à carne de frango. Maggi confirmou também que o Brasil vai recorrer à OMC (Organização Mundial do Comércio) contra as tarifas impostas pela UE à carne de frango brasileira, de 1.024 euros por tonelada, para que a carne salgada entre no bloco econômico com um rigor sanitário menor.


"Estamos sendo penalizados, pois há uma proteção por parte de saúde [com o veto] que a gente põe uma interrogação, e uma proteção de mercado que a gente não quer mais aceitar e quer brigar", disse Maggi.

Em Campo Mourão, Maggi anunciou a contratação de 58 médicos veterinários para atuar na fiscalização no Paraná, principal foco das investigações de irregularidades desde a Operação Carne Fraca, deflagrada há mais de um ano, e confirmou que o Peru anunciou a abertura do mercado para carne suína brasileira. "Esperamos que a Coreia do Sul possa anunciar a abertura de carne suína na semana que vem", concluiu.

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