Mantega destaca "qualidade" dos cortes do Orçamento
Governo anunciou na tarde desta segunda-feira (22) redução de R$ 10 bilhões
Economia|Do R7

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira (22) após o anúncio do corte de R$ 10 bilhões no Orçamento de 2013, que o governo "está olhando também para a qualidade" da redução.
— Se tivéssemos cortado investimentos, não seria um corte de qualidade.
O ministro destacou que se os entes da federação não necessitarem desse valor para atingir a meta de superávit, o governo não irá gastá-lo e sim usá-lo para o superávit primário. Na sua opinião, o pacto pela responsabilidade fiscal implica em esforço de todos os níveis de governo. A União, ao criar uma reserva de R$ 10 bilhões, deve contribuir para o esforço fiscal de Estados e municípios.
Questionado sobre a divergência de opiniões dentro do governo quanto ao valor do corte, durante a definição, Mantega disse:
— Não é fácil fazer cortes de Orçamento, ainda mais no meio do ano.
Em seguida, citou que o Orçamento só foi aprovado em abril e disse que isso comprometeu uma série de questões.
Ele reforçou que os investimentos são a prioridade do governo.
— Não só público, como privado, pois isso que vai dinamizar economia.
Ele acrescentou que custeio de atividades fim do governo não pode ser cortado.
— Quem paga o pato são atividades meio, como Fazenda e Planejamento. Sofremos mais cortes.
PIB
Questionado se a redução da previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de 3,5% para 3%, conforme o relatório divulgado nesta segunda-feira (22) não estava ainda muito acima das projeções do mercado, Mantega disse que estamos em uma era de incerteza, onde os PIBs estão sendo revisados a todo momento.
— Não podemos mudar de PIB como trocamos de roupa. Tem que dar um tempo para que se realize a previsão.
Ele disse que às vezes o mercado fica de mau humor, mas que pode mudar de rumo "se isso se acalmar". E acrescentou que o governo fará novas avaliações para os próximos relatórios para avaliar se 3% é sustentável ou se será necessária nova revisão.
— Não fazemos previsão de PIB pra efeito econômico. Fazemos previsão de PIB pra efeito orçamentário. Então podemos ficar atrasados em relação àquilo que o mercado está olhando.
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Dividendos
Mantega afirmou que a nova previsão de dividendos das estatais este ano, que caiu de R$ 24 bilhões para R$ 22 bilhões, de acordo com o relatório de receitas e despesas do terceiro bimestre, é mais realista. No entanto, não detalhou se as empresas que irão lucrar menos que o previsto ou se a União que irá se apropriar de um valor menor. "Pode ser as duas coisas", disse.
O ministro afirmou também que a política fiscal atual é neutra.
— Temos que continuar na trajetória que já estávamos e deixar a política fiscal neutra.















