Mantega: meta de primário neste ano depende de Estados e municípios
MInistro disse que o País passa por uma fase transitória de maus resultados nas contas públicas
Economia|Do R7

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quarta-feira que o cumprimento da meta ajustada de superávit primário neste ano, de 2,3% do PIB (Produto Interno Bruto), dependerá dos Estados e municípios cumprirem suas metas cheias.
Mantega disse que sempre afirmou que o governo central — governo federal, Banco Central e Previdência — cumpriria sua meta cheia, e argumentou que o País passa por uma fase transitória de maus resultados nas contas públicas e que haverá recuperação nos próximos meses.
"O governo tem total controle fiscal", afirmou Mantega a jornalistas, ao chegar no Ministério da Fazenda.
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O ministro acrescentou que as desonerações realizadas neste ano reduziram a arrecadação temporariamente, e que o país enfrentou problemas na recuperação econômica, além de despesas com energia. Além disso, Mantega destacou que o governo está diminuindo os repasses para Estados e municípios.
Na semana passada, o setor público brasileiro registrou o pior resultado primário para o mês de setembro, afetado por despesas da Previdência, praticamente enterrando as chances cumprir sua meta neste ano e levando Mantega a vir a público para anunciar que novas reduções de despesas estão sendo estudadas.
O esforço, no entanto, não chegou a convencer parte dos especialistas, que continua projetando que a meta ajustada de primário — de 2,3% do PIB — não será alcançada, colocando em risco a percepção de risco do país.
As preocupações com as contas públicas brasileiras fez o dólar disparar na terça-feira, saltando quase 2% frente ao real, puxando também os juros futuros.















