Mercado prevê inflação e juros mais altos para 2016
Boletim Focus estima IPCA em 7,19% para este ano. No caso da Selic,
Economia|Do R7

As expectativas para a inflação e para a taxa básica de juros neste ano subiram depois que Ilan Goldfajn foi aprovado no Senado para assumir a presidência do Banco Central, enquanto a projeção para o dólar caiu, conforme apontou a pesquisa Focus da autoridade monetária nesta segunda-feira (13).
Para a alta do IPCA, a mediana das projeções para este ano subiu 0,07 ponto percentual e aponta agora 7,19%, estourando o teto da meta do governo, de 4,5% com tolerância de 2 pontos percentuais.
Em maio, o IPCA acelerou a alta a 0,78%, maior nível para o mês desde 2008, voltando a ganhar força no acumulado em 12 meses ao atingir 9,32%.
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A projeção para a inflação em 2017, por sua vez, permaneceu em 5,50% pela quarta semana seguida, dentro da meta para o ano que vem, que é de 4,5% com tolerância de 1,5 ponto.
A nomeação de Ilan como presidente do BC foi publicada na semana passada no Diário Oficial da União e a transmissão do cargo acontece nesta segunda-feira. No Senado, ele afirmou que o objetivo da autoridade monetária será o de cumprir plenamente a meta de inflação "mirando o seu ponto central".
Ele também afirmou que haverá "respeito ao regime de câmbio flutuante", o que levou operadores a apostarem que o BC deve ser menos propenso a intervir no câmbio.
Diante disso, as estimativas para o dólar caíram a R$ 3,65 e R$ 3,81 para 2016 e 2017 respectivamente, contra R$ 3,68 e R$ 3,85 na semana anterior.
O levantamento com uma centena de economistas mostrou ainda que a Selic deve terminar 2016 a 13%, contra 12,88% antes. Para o ano que vem, os especialistas consultados ainda veem a taxa a 11,25%.
O Top 5 — grupo que mais acerta as projeções no Focus — ainda vê os juros mais altos do que o Focus em geral mostra neste ano, mantendo a previsão de Selic a 13,75%. Entretanto, para 2017, alinhou-se à expectativa geral ao reduzir sua projeção a 11,25%, de 12,25% antes.
Como esperado pelo mercado, o BC manteve na última reunião a taxa básica de juros em 14,25% ao ano, destacando que a inflação ainda está muito elevada para permitir um corte de juros.
Em relação à economia, a contração do PIB (Produto Interno Bruto, que é a soma de riquezas do País) esperada para este ano agora no Focus é de 3,6%, ante queda prevista de 3,71% anteriormente.
A recuperação que os economistas consultados veem para 2017 melhorou pela terceira vez e chega agora a 1%, sobre 0,85% na pesquisa anterior.















