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Mercados de GNL devem seguir com sobreoferta após 2020 apesar de forte demanda, diz IEA

Economia|Do R7

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CINGAPURA (Reuters) - Os mercados globais de Gás Natural Liquefeito deverão seguir com excesso de oferta na década de 2020, devido a uma alta na produção, apesar de uma demanda em crescimento especialmente na China, que pode tornar o mercado mais apertado antes do esperado, disse a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), nesta segunda-feira.

"Nós vamos ver massivos montantes de nova capacidade em GNL vindo para o mercado... então nós provavelmente vamos continuar a ter mercados bem abastecidos até meados dos anos 2020", disse o diretor de mercados de energia da IEA, Keisuke Sadamori.


"O Catar, por exemplo, vai elevar sua capacidade de liquefação de GNL em 30 por cento até 2024, o que nós não incluímos em nosso relatório de 2017 sobre as perspectivas do mercado de gás", disse Sadamori.

O Catar, que tem competido com a Austrália pelo posto de maior exportador de GNL global, disse em julho que pretende aumentar sua produção em 30 por cento, para 100 milhões de toneladas, nos próximos 5 a 7 anos.


A produção de GNL nos EUA também está crescendo, em grande parte graças à grande produção de gás de xisto nos últimos anos.

A Ásia consome cerca de 70 por cento do GNL global, mas muito pouco disso é livremente negociado. A maior parte dos volumes são entregues sob contratos com termos fixos entre os produtores e os grandes compradores no Japão e na Coreia do Sul.

"Nós estamos vendo uma gradual queda na fatia de contratos baseadas em destinos fixos... estamos também vendo uma tendência de a duração dos contratos ficar mais curta, em geral", disse Sadamori.

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