Mesmo resistente, BC vê mais chances de inflação voltar a 4,5% em 2016
Para este ano, no entanto, ata do Copom aposta em alta de 38,3% na luz e de 8% na gasolina
Economia|Do R7

O BC (Banco Central) divulgou, nesta quinta-feira (12), a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) da última reunião, realizada nos dias 3 e 4 deste mês, quando a taxa básica de juros, Selic, subiu para 12,75% ao ano.
Mesmo com as informações indicando “certa persistência da inflação, o que se reflete, em parte, na dinâmica dos preços no segmento de serviços”, o Copom avalia que “o cenário de convergência da inflação para 4,5% em 2016 tem se fortalecido”.
— Para o Comitê, contudo, os avanços alcançados no combate à inflação — a exemplo de sinais benignos vindos de indicadores de expectativas de médio e longo prazo — ainda não se mostram suficientes.
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O relatório aponta que a gasolina, o botijão de gás e a energia elétrica vão pesar ainda mais no bolso do brasileiro em 2015. O BC afirma que é esperada uma variação de 8% no preço da gasolina, em grande parte, reflexo de incidência da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) e do PIS/Cofins.
Além disso, a energia elétrica deve ficar 38,3% mais cara devido, em grande parte, ao repasse às tarifas do custo de operações de financiamento da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), contratadas em 2014.
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E o preço do gás de bujão deve subir 3,2%. O único alívio informado na ata do Copom é a queda de -4,1% no preço das tarifas de telefonia fixa. Como um todo, o conjunto de preços administrados por contrato e monitorados deve ter uma variação de 10,7% em 2015, ante 9,3% considerados na reunião do Copom de janeiro.
O BC finaliza o documento informando que “diante do exposto, avaliando o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic em 0,50 p.p., para 12,75% a.a., sem viés”.
Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini (presidente), Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Luiz Awazu Pereira da Silva, Luiz Edson Feltrim e Sidnei Corrêa Marques.















