Ministro das Cidades diz que programas habitacionais do governo vão atender 28 milhões de pessoas até 2018
Kassab prevê que 15% da população será beneficiada pelo Minha Casa Minha Vida no período
Economia|Da Agência Brasil

Em exposição realizada nesta quinta-feira (27), no Plenário da Câmara dos Deputados, o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, disse que até 2018 quase 15% da população brasileira será diretamente atendida pelos programas habitacionais do governo.
De acordo com o ministro, o programa Minha Casa Minha Vida prevê a entrega de 7 milhões de casas nesse período.
— Se levarmos em consideração que a média [a ser beneficiada] é quatro pessoas por família, estamos falando em aproximadamente 28 milhões de pessoas atendidas.
Kassab falou ainda sobre mobilidade, planejamento urbano, acessibilidade e saneamento.
— Temos uma legislação, regida por decreto, que prevê até 2033 a quase universalização do tratamento de esgoto no País: isso significa [atendimento] de 92% [das necessidades brasileiras].
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O ministro ressaltou a importância de financiamento e parcerias público-privadas no setor para atingir a meta definida pela legislação. O ministro observou que saneamento não abarca somente o esgotamento, mas também a construção de reservatórios e projetos de captação de água.
Em relação à mobilidade urbana, Kassab disse que as grandes cidades brasileiras não tiveram a visão de investir em transporte público sobre trilhos há décadas e que, hoje, é muito mais caro construir metrô em razão do desenvolvimento das cidades.
— Se cidades como Buenos Aires, Nova Iorque, Paris e Londres têm linhas de metrô há 80, 90, cem anos, nada explica o Brasil não ter.
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O ministro lembrou que há dois anos a população brasileira foi às ruas, pacificamente, reivindicar a melhoria do transporte público. Em razão dos protestos, os governos estaduais e federal criaram o Plano de Mobilidade. O plano vai necessitar de capital privado “na construção de metrôs, de trens, de linhas de BRT's, de corredores de ônibus e outros investimentos importantes em mobilidade”, afirmou.














