OGX, de Eike, propõe mudança de nome para Óleo e Gás Brasil S.A
A ação da petroleira, que já chegou a custar cerca de R$ 23, vale atualmente R$ 0,15
Economia|Do R7

A endividada petroleira OGX pretende mudar o nome para Óleo e Gás Brasil S.A., tirando a letra "X" de sua denominação — marca de todas as empresas listadas em bolsa do ex-bilionário Eike Batista para simbolizar a multiplicação de riqueza.
A OGX, que era considerada o ativo mais precioso de Eike e na semana passada entrou com pedido de recuperação judicial com dívida de R$ 11,2 bilhões, convocou acionistas para assembleia geral extraordinária em 26 de novembro para deliberar sobre a mudança do nome da companhia. Inicialmente, o encontro estava previsto para o dia 19.
A assembleia também votará sobre o grupamento de ações da OGX. Segundo edital de convocação divulgado na noite de quinta-feira, o "grupamento visa minimizar os efeitos potenciais de pequenas oscilações no valor das ações em termos percentuais". A empresa, porém, não deu mais detalhes sobre a proposta. A ação da petroleira, que já chegou a custar cerca de R$ 23, vale atualmente R$ 0,15.
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Os acionistas deverão ratificar ainda o pedido de recuperação judicial feito à Justiça do Rio de Janeiro no fim de outubro, o maior da história por uma empresa da América Latina.
Finalmente, será discutida e deliberada a venda do controle da OGX Maranhão, subsidiária da petroleira que tem campos de gás em blocos terrestres na Bacia do Parnaíba.
A OGX anunciou em 31 de outubro acordo para sair da OGX Maranhão, em uma operação que deve render cerca de 344 milhões de reais à empresa, recursos cruciais para que ganhe uma sobrevida e inicie produção de petróleo no campo de Tubarão Martelo, na Bacia de Campos.
A venda da OGX Maranhão ainda depende do aval do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), além dos credores da petroleira.
A OGX protagonizou a maior campanha exploratória de petróleo por uma empresa privada no Brasil. Mas as ambiciosas estimativas de óleo recuperável nos seus campos não se confirmaram e a empresa se viu sem alternativa a não ser pedir recuperação judicial para tentar evitar uma falência.
Se não conseguir recursos em breve, a OGX ficará sem caixa em algum momento de dezembro, de acordo com apresentação aos detentores de US$ 3,6 bilhões em bônus da empresa no exterior. Eles rejeitaram uma proposta de reestruturação da dívida apresentada pela petroleira antes do pedido de recuperação judicial.















