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Oi aceita vender ativos da Portugal Telecom por 7,4 bilhões de euros

Economia|Do R7

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Lisboa, 9 dez (EFE).- O conselho de administração da Oi anunciou nesta terça-feira que aceita a oferta da Altice por seus ativos da Portugal Telecom em solo português em troca de 7,4 bilhões de euros. Em comunicado enviado na madrugada desta terça-feira ao órgão regulador da bolsa portuguesa, os responsáveis da Oi detalharam que a oferta inclui também as operações da Portugal Telecom na Hungria e que o valor recolhe "ajustes de 500 milhões de euros" dependendo do nível de ingressos da empresa em Portugal. No entanto, para que a venda seja realizada, é preciso o sinal verde de uma parte do conjunto de acionistas que ainda não se pronunciou, além da autorização das autoridades desta competência. Desta forma, a empresa brasileira escolheu a proposta da Altice, com sede em Luxemburgo -já presente no mercado das telecomunicações luso através da Cabovisao -, e rejeitou a apresentada pelos fundos de investimento britânicos Apax e Bain junto ao grupo português Semapa. A Portugal Telecom - uma das companhias mais importantes e históricas de Portugal - se encontra imersa em processo de fusão com a Oi ainda inacabado há mais de um ano, já que a parte operacional da operadora é integrada na empresa brasileira, enquanto uma parte unicamente financeira, conhecida como PT SGPS, se mantém ainda fora do grupo . Esta estrutura é relevante porque a oferta da Altice deve ser aprovada também pelos acionistas da PT SGPS - Novo Banco, Ongoing, Controlinveste e Visabeira, entre outras empresas - para acabar sendo executada. Cotada na Bolsa de Lisboa, a PT SGPS não tem atividade real, embora conte com ações da Oi equivalentes a 25% de seu capital e uma dívida de 900 milhões de euros em títulos do Grupo Espírito Santo, cuja quebra faz com que este investimento seja dificilmente recuperável. Apesar desta venda, a Altice não representa o fim formal da fusão entre Portugal Telecom e Oi, e caso seja finalmente aprovada, jogaria por terra seu objetivo inicial de criar um gigante luso das telecomunicações em nível mundial. De fato, autoridades portuguesas como o próprio primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, expressaram sua decepção com o rumo adotado pela Oi e admitiu que a aliança entre ambas as companhias "ficou bastante longe das expectativas". Por trás deste mal-estar - claramente visível em Lisboa - se encontra a decepção dos portugueses por perder influência na Portugal Telecom, até pouco tempo um dos símbolos do país. O conselho de administração da Oi, por sua vez, explicou no comunicado publicado hoje que seu interesse em se desprender da parte operacional da Portugal Telecom em solo luso obedece ao objetivo de reforçar sua capacidade financeira. EFE otp/ff/rsd

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