Operação desarticula grupo que furtava gás de subsidiária da Petrobras no RS
Fraude durou 5 anos e empresa calcula que eram desviadas 20 toneladas de gás por mês
Economia|Do R7

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul desarticulou na manhã desta segunda-feira (29) um grupo que furtava e desviava gás de cozinha (GLP) da Liquigás, empresa subsidiária da Petrobras localizada em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre.
De acordo com as autoridades, a fraude durou cerca de cinco anos. A empresa calcula que eram desviadas 20 toneladas de gás por mês. O prejuízo estimado é de, no mínimo, R$ 1 milhão.
Na ação desta manhã, sob a coordenação da Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas, os policiais cumpriram 25 mandados judiciais na cidade de Canoas, sendo 12 de prisão temporária e 13 de busca e apreensão. Oito pessoas foram presas e quatro seguem foragidas.
Segundo o delegado Juliano Ferreira, a investigação começou em 2012, quando a Liquigás verificou que tanto ativos (botijões) como o gás propriamente dito estavam sendo furtados de sua sede, com o conluio e o envolvimento de seus funcionários. "A partir da denúncia se começou um trabalho de investigação. Ao todo, 12 indivíduos restaram identificados", informou. Conforme a Polícia Civil, entre os presos estão empresários do ramo de distribuição de gás, terceirizados e funcionários da Petrobras.
A Liquigás Distribuidora se dedica ao engarrafamento, distribuição e comercialização de Gás Liquefeito de Petróleo, também conhecido como GLP. Está presente em 23 Estados brasileiros, onde atua principalmente no mercado de botijões de 13 kg - os mais usados em residências para o cozimento de alimentos. Fundada em 1953, a Liquigás foi adquirida pela Petrobras Distribuidora em agosto de 2004.
Outro lado
Em nota, a Liquigás Distribuidora informa que apoiou a ação da Polícia Civil desde o início das investigações, quando a própria companhia comunicou o fato à corporação após apurar que estavam ocorrendo irregularidades nas movimentações de botijões dentro da unidade de envase e distribuição de GLP localizada em Canoas (RS).
— Identificado o problema, a companhia tomou medidas internas, incluindo o desligamento de empregados envolvidos no caso à época. Desde então, não foram constatados novos casos na unidade.
Quanto à questão da qualidade do produto comercializado na época do ocorrido, a Liquigás informa que os botijões foram envasados de acordo com os processos de segurança determinados para a operação e com o peso correto.
A empresa afirma ainda que sua conduta empresarial é pautada pelo respeito à ética e à legislação vigente.












