Operários da Petrobras fecham ponte Rio-Niterói por salários atrasados
Economia|Do R7
Rio de Janeiro, 10 fev (EFE).- Cerca de 200 operários de uma refinaria da Petrobras fecharam nesta terça-feira o trânsito da ponte Rio-Niterói durante horas para protestar por causa do atraso no pagamento dos salários. Os operários desceram de vários ônibus na metade da ponte, que tem 13 quilômetros de extensão e atravessa a baía de Guanabara, e continuaram a manifestação a pé, causando um grande engarrafamento tanto no Rio como em Niterói. Depois os trabalhadores se dirigiram à sede da Petrobras, no centro de Rio, e cobraram o pagamento dos salários de 2.300 operários e das indenizações de outros 400 que foram demitidos nos últimos meses. Os manifestantes são funcionários da empresa de engenharia Alumini e trabalham no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) na cidade de Itaboraí, na região metropolitana da capital. Os trabalhadores alegam que a Alumini, que se declarou em moratória, não paga seus salários desde 20 dezembro. Um porta-voz dos trabalhadores, Leopoldo Cunha Freire, carretilheiro no Comperj, disse à Agência Efe que os operários estão "sem salário, sem comer, sendo desesperançados com suas famílias, sem seguro médico e dependendo de familiares". "Só queremos que nos paguem o salário em dia e o dos demitidos, que a Petrobras tome uma atitude e pague porque é a contratante", apontou Freire. A Alumini declarou moratória em janeiro alegando não ter recebido pagamentos da Petrobras, devido às investigações por corrupção na companhia petrolífera que estão sendo desenvolvidas pela Polícia Federal. EFE mp/cd (foto) (vídeo)












