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‘Os EUA também têm exploração do trabalho’, afirma economista em referência à nova tarifa

Brasil e China estão entre os países que seriam sobretaxados em 12,5% por Washington por esse motivo

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os EUA impuseram uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros devido a acusações de trabalho forçado.
  • A China criticou a medida dos EUA, que pode resultar em tarifas sobre suas próprias importações.
  • O economista Fernando Agra acredita que a ação dos EUA pode fortalecer a China economicamente.
  • Apesar das tensões, EUA e China continuam interdependentes economicamente, e ambos enfrentam acusações de trabalho forçado.

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Assim como o Brasil, a China está entre os países com recomendação de tarifa extra de 12,5%, por suposta falha no combate ao trabalho forçado. Pequim já se manifestou e negou as acusações.

Embora tal medida vise enfraquecer Pequim, o economista Fernando Agra acredita que, neste cenário de pressão comercial, o efeito pode ser inverso: “Quem sai mais fortalecido é a China, que tem sido muito mais prudente, inteligente e racional nas negociações. Eu vejo cada vez mais como um tiro no pé do Trump em relação à economia. Tanto dos EUA como para a economia mundial”.


Ainda assim, o especialista enfatizou no Conexão Record News desta quarta (3) que, mesmo com as diferenças ideológicas e o status de maiores economias do mundo, os dois países ainda dependem um do outro para garantir a própria sobrevivência. Ao longo da conversa, ele também abordou a acusação de trabalho forçado e destacou os esforços da fiscalização brasileira em combater a prática.

Por outro lado, os próprios Estados Unidos enfrentam acusações do crime: “Quando a gente pega grandes empresas do Marketplace, muito conhecidas por todos nós, elas exercem uma pressão muito grande nos seus trabalhadores, uma sobrecarga muito grande de trabalho”.

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