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Para cortar custos, Petrobras cancela licitação de helicópteros

A estatal alegou que não precisa contratar mais helicópteros, após revisão das necessidades

Economia|Do R7

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A Aeróleo tem atualmente dez helicópteros prestando serviços em contratos com a Petrobras
A Aeróleo tem atualmente dez helicópteros prestando serviços em contratos com a Petrobras

Em meio ao corte geral nos investimentos e na tentativa de reduzir custos para preservar caixa, a Petrobras cancelou uma licitação, aberta em janeiro, para contratação de oito helicópteros para apoio de operações offshore.

Essas aeronaves, de média e grande capacidade, podem levar até 19 passageiros, voando a 300 quilômetros por hora, e são usadas para transporte de funcionários para as plataformas de produção, que podem ficar a 300 quilômetros da costa, no alto-mar — no caso, por exemplo, do Campo de Lula, o maior do pré-sal em operação.


Declarada vencedora da licitação, a Aeróleo Táxi Aéreo aguardava a contratação dos serviços para o fim de 2015, no caso de quatro helicópteros pesados, e para o início de 2016, no caso de outras quatro aeronaves de média capacidade.

O cancelamento da licitação foi anunciado na quarta-feira (21) em nota à imprensa, pela Era, multinacional americana sócia da Aeróleo. Na quinta-feira (22), a estatal confirmou ao jornal O Estado de S. Paulo o cancelamento.


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Segundo a nota da multinacional americana, umas das maiores operadoras de helicópteros do mundo, a Petrobras alegou que não precisa contratar mais helicópteros, "após uma revisão de suas necessidades em aviação, à luz dos atuais desafios no ambiente macroeconômico e da continuidade das baixas cotações do petróleo".

"A demanda de helicópteros está sendo revista frente os ajustes de investimentos anunciados pela Petrobras", diz a nota enviada pela estatal ao jornal.


A Era informou que a Aeróleo tem atualmente dez helicópteros prestando serviços em contratos com a Petrobras. O contrato referente a três helicópteros pesados vence o mês que vem, enquanto os contratos de sete outros de média capacidade terminam entre dezembro de 2019 e maio de 2020.

Segundo a empresa, se o contrato a vencer o mês que vem não for renovado, a "Aeróleo precisará avaliar potenciais demissões de pilotos e pessoal baseado em terra". Fundada em 1968 pelo empresário Newton Nascimento Lins, a Aeróleo firmou sua joint venture com a Era em 2008, como informa o site da empresa na internet. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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