Pence faz ampla crítica à China antes de negociações comerciais
Economia|Do R7
Por Alexandra Alper
WASHINGTON (Reuters) - O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, acusou nesta quinta-feira a China de restringir "direitos e liberdades" em Hong Kong em uma ampla crítica ao comportamento do país asiático, mas também insistiu que os EUA não buscam confronto ou uma dissociação de seu principal rival econômico.
Esse foi o segundo grande discurso de Pence sobre a China em pouco mais de um ano, dessa vez um pouco antes de uma nova rodada de negociações com o objetivo de resolver uma amarga guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.
"Os Estados Unidos e seus líderes não esperam mais que o engajamento econômico por si só transforme o estado autoritário da China comunista em uma sociedade livre e aberta que respeite a propriedade privada, o Estado de Direito e as regras internacionais de comércio", disse Pence.
Pence disse, no entanto, que os Estados Unidos "não estão tentando conter o desenvolvimento da China".
"Queremos um relacionamento construtivo com os líderes da China", disse ele, pedindo a sua rival que "aproveite esse momento único da história para começar de novo, encerrando as práticas comerciais que tiraram vantagem do povo norte-americano por tempo demais".
O discurso a um instituto de pesquisa de Washington foi feito antes de uma nova rodada de negociações entre o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, e seus pares, na sexta-feira, e estava sendo considerado como um indicador de como o governo Trump está preparado para lidar com a China em uma ampla gama de questões.
Pence, que muitas vezes adotou um tom 'hawkish' contra a China, falou poucas semanas antes de o presidente dos EUA, Donald Trump, participar de uma cúpula no Chile, onde ele disse que espera fechar a "fase um" de um acordo comercial com o presidente chinês Xi Jinping.












