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Presidente do BC venezuelano afirma que país passa por crise econômica

Para governo, mecanismo cambial pode ajudar a levantar a economia

Economia|Do R7, com agências internacionais

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Em meio à crise e protestos, Maduro pode promover ajustes na economia depois de prometer lealdade às políticas de Hugo Chávez
Em meio à crise e protestos, Maduro pode promover ajustes na economia depois de prometer lealdade às políticas de Hugo Chávez

O presidente do Banco Central venezuelano, Nelson Merentes, afirmou neste domingo (16) que o país está passando por uma "crise econômica".

Segundo ele, medidas como um novo mecanismo cambial (troca de diferentes moedas) com base no mercado ajudaria a trazer melhorias rápidas.


— É uma crise, mas não é uma crise de dimensões tão profundas como alguns analistas dizem.

Merentes é considerado mais reformista que outros agentes financeiros seniores no governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro, que tem sido alvo de protestos desde o mês passado.


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Maduro é herdeiro político do ex-presidente Hugo Chávez, morto de câncer no ano passado e que iniciou com sua eleição em 1999 o período da "Revolução Bolivariana".


O governo orientado pelo chamado "Socialismo do século 21", pautado por reformas sociais, emitiu no começo do ano uma lei que limita a 30% o lucro dos empresários.

Mudanças econômicas


A Venezuela tem mantido controles cambiais por 11 anos e, apesar de Maduro prometar lealdade às políticas do ex-presidente Hugo Chávez, alguns ajustes da política econômica são vistos como inevitáveis, mesmo de dentro do Partido Socialista no poder.

Uma taxa de inflação anual de 56% e escassez de produtos tem alimentado a onda de protestos da oposição que já provocou a morte de 28 pessoas, além de quase 400 feridos e 41 inquéritos abertos sobre violação de direitos humanos.

O presidente do Banco Central do país afirma que o país tem capacidade de sair da crise.

— Nós não podemos esconder a realidade: a economia tem inflação, escassez e o crescimento não é robusto. Mas a Venezuela tem capacidade para sair deste momento que não é tão bom. 

Maduro propõe "comissão de alto nível" para estreitar laços com os EUA

Um mercado de câmbio recém-anunciado, conhecido como "Sicad 2", deve começar nos próximos dias e já levou para baixo o preço do dólar no mercado negro, de cerca de 85 bolívares para entre 72 e 75 , de acordo com a cotação de sites ilegais.

Merentes disse que a onda de manifestações de rua contra o governo socialista, que já dura seis semanas, teria "algum grau de impacto" sobre o crescimento econômico, mas apenas limitado.

O crescimento do primeiro trimestre seria leve, disse ele, e a previsão do governo para o ano continua a ser uma expansão de 4 por cento do PIB (Produto Interno Bruto).

Economistas de Wall Street não compartilham esse otimismo. O BNP Paribas, por exemplo, previu esta semana que a economia da Venezuela provavelmente terá contração de 1,5% em 2014 , enquanto a inflação irá se acelerar para 70%

A inflação mensal caiu para 2,4% em fevereiro, ante 3,3% no mês anterior, de acordo com os últimos dados do Banco Central.

O governo acusa a oposição de tentar um "golpe de Estado" por meio dos protestos contra a "Revolução Bolivariana". Já a oposição critica a repressão das forças policiais e acusa a ação de milícias leais ao governo.

A Venezuela já foi alvo de três golpes desde 1992, sendo um deles promovido pelo então tenente-coronel Hugo Chávez naquele ano e outro contra o militar depois de ter sido eleito presidente, em 2002.

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