Prévia da inflação do aluguel recua na primeira leitura de janeiro
Desaceleração dos preços ao produtor e do custo da construção ajudaram no resultado
Economia|Do R7, com Reuters

A primeira prévia da inflação do aluguel, medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), registrou variação de 0,41% os dias 21 e 31 do mês de dezembro. No mesmo período de apuração do mês anterior, a variação foi de 0,44%, de acordo com dados da FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgados nesta segunda-feira (11).
O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel de imóveis. O indicador é a média aritmética ponderada de três outros índices de preços: IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), com 60%; IPC (Índice de Preços ao Consumidor), com 30%; e INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), com 10%.
O IPA registrou variação de 0,35%, no primeiro decêndio de janeiro. No mesmo período do mês de dezembro, o índice variou 0,37%. A taxa de variação do índice referente a Bens Finais passou de 1,19% para 0,89%.
Contribuiu para este movimento o subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 1,75% para 0,44%. O índice correspondente aos Bens Intermediários variou 0,23%, ante 0,36%, no mês anterior.
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A principal contribuição para este recuo partiu do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção que passou de 0,57% para -0,51%.
O índice referente a Matérias-Primas Brutas registrou variação de -0,15%. No mês anterior, a taxa foi de -0,60%. Entre os itens com taxas em trajetória crescente, destacam-se: soja (em grão) (-2,83% para 0,88%), minério de ferro (-7,17% para -5,28%) e milho (em grão) (0,05% para 3,83%).
Em sentido oposto, vale mencionar: cana-de-açúcar (2,50% para -0,10%), aves (2,01% para -1,40%) e mandioca (aipim) (8,97% para 3,45%).
O IPC registrou, em janeiro, a mesma variação do mês anterior, 0,73%. A principal contribuição em sentindo ascendente partiu do grupo Alimentação (0,94% para 1,56%). Nesta classe de despesa, vale destacar o comportamento do item alimentação fora, cuja taxa passou de 0,45% para 0,91%.
Também apresentaram acréscimos em suas taxas de variação os grupos: Vestuário (0,02% para 1,44%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,51% para 0,65%) e Despesas Diversas (0,20% para 0,45%).
Nestas classes de despesa, destacam-se os itens: roupas (-0,20% para 1,57%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,05% para 0,78%) e tarifa postal (0,00% para 7,68%), respectivamente.
Já em sentido descendente, a principal influência partiu do grupo Transportes (1,11% para 0,42%). Nesta classe de despesa, a maior contribuição para este movimento partiu do item etanol (9,10% para 0,31%).
Os grupos Habitação (0,53% para 0,24%), Educação, Leitura e Recreação (1,20% para 0,40%) e Comunicação (0,29% para 0,02%) também apresentaram decréscimos em suas taxas de variação.
Para cada uma dessas classes de despesa, vale mencionar o comportamento dos itens: tarifa de eletricidade residencial (1,40% para 0,00%), passagem aérea (24,46% para 1,55%) e tarifa de telefone residencial (0,62% para 0,00%), respectivamente.
O INCC registrou, no primeiro decêndio de janeiro, taxa de variação de 0,05%, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,22%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,10%. No mês anterior, a taxa foi de 0,46%. O índice que representa o custo da Mão de Obra não apresentou variação, pelo quinto mês consecutivo.















