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Prévia da inflação fica abaixo de 10% no acumulado dos últimos 12 meses

O indicador atingiu a menor taxa para o mês de março desde 2012, de acordo com o IBGE

Economia|Do R7

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Os alimentos, com impacto de 0,20 p.p., mostraram significativa redução na taxa de variação
Os alimentos, com impacto de 0,20 p.p., mostraram significativa redução na taxa de variação

A prévia da inflação, medida pelo IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), teve variação de 0,43% em março e ficou 0,99 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de 1,42% de fevereiro. Em relação aos meses de março, constitui-se no índice mais baixo desde 2012, quando registrou 0,25%, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta quarta-feira (23).

O IPCA-E — que é o IPCA-15 acumulado por trimestre — ficou em 2,79%, abaixo da taxa de 3,50% registrada nos três primeiros meses de 2015. Considerando os últimos 12 meses, o índice foi para 9,95%, descendo dos 10,84% que havia atingido nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2015, a taxa havia sido 1,24%.


Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, apenas os Artigos de Residência (0,88%) e de Vestuário (0,44%) deixaram de apresentar desaceleração nas taxas de crescimento, quando comparadas ao mês anterior.

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Os alimentos, embora responsáveis por 46% do índice do mês, com impacto de 0,20 p.p., mostraram significativa redução na taxa de variação, indo dos 1,92% de fevereiro para 0,77% em março. Vários produtos vieram com preços em queda, a exemplo do tomate (-19,21%) e da batata-inglesa (-4,61%). Contudo, os preços de alguns produtos continuaram em alta, como a cenoura (24,08%), as frutas (6,11%) e a farinha de mandioca (5,94%).


No mês, o principal impacto individual, 0,07 p.p., ficou com os combustíveis, onde a alta foi 1,23%. O preço do litro da gasolina subiu 0,82%, com a região metropolitana de Salvador na liderança, com 5,45%, enquanto o litro do etanol ficou 3,20% mais caro, também tendo Salvador na liderança, onde o preço do litro atingiu 9,27%.

Entre os demais itens que se apresentaram em alta no mês, sobressaem os seguintes:


— Cigarro: 3,26%;

— Motocicleta: 2,85%;

— TV, Som e Informática: 2,11%;

— Eletrodomésticos: 1,891%;

— Artigos de limpeza: 1,49%;

— Plano de saúde: 1,06%;

— Ônibus urbano: 0,76%;

— Empregado doméstico: 0,72%.

A respeito do cigarro, a alta de 3,26% refletiu reajustes ocorridos em determinadas marcas e regiões, além de redução nos preços. No item ônibus urbanos, a variação de 0,76% resultou da pressão exercida por Goiânia, onde o aumento de 8,19% deve-se ao reajuste de 12,10% ocorrido em 6 de fevereiro; em Curitiba, cuja variação de 7,95% é atribuída ao reajuste de 12,00% em vigor desde o dia 1º de fevereiro, exceto nos dias de domingo, com reajuste de 66,67%; e em Recife, com variação de 1,56%, refletindo parcela final do reajuste de 14,28% de 19 de janeiro.

Quanto à energia elétrica, foi o item que, com queda de 2,87%, exerceu o impacto para baixo mais expressivo, -0,11 p.p. Este comportamento deve-se à redução na cobrança extra da bandeira tarifária, que, a partir de 1º de março, passou dos R$ 3, da bandeira vermelha, para R$ 1,50, da bandeira amarela, por cada 100 kilowatts-hora consumidos.

As contas de energia de todas as regiões pesquisadas ficaram mais baratas, especialmente em Salvador, com queda de 5,85%. Em algumas regiões, entre elas Salvador, houve, ainda, queda no valor das alíquotas do PIS/COFINS.

Além da energia, outros itens contribuíram para a desaceleração do IPCA-15 do mês, seja se apresentando em queda, como é o caso das passagens aéreas (-10,79%), ou com significativa redução no ritmo de crescimento de preços, a exemplo do grupo Educação, que passou de 5,91% para 0,67%, de fevereiro para março, deixando para trás a maior parte dos reajustes ocorridos nas mensalidades escolares deste ano letivo.

Sobre os índices regionais, os maiores foram os de Goiânia (0,67%) e de Porto Alegre (0,66%). O índice de Goiânia foi pressionado pelo resultado dos ônibus urbanos (8,19%), que refletiu o reajuste de 12,10% ocorrido em 06 de fevereiro, além da alta de 4,01% no litro da gasolina e de 4,94% no etanol.

Em Porto Alegre, os alimentos aumentaram 1,73%, bem acima da média nacional (0,77%). O menor índice foi registrado na região metropolitana do Rio de Janeiro (0,11%) onde os alimentos apresentaram variação de 0,21%, abaixo da média nacional (0,77%). A seguir, os resultados por região pesquisada.

Para o cálculo do IPCA-15 os preços foram coletados no período de 16 de fevereiro a 15 de março de 2016 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 15 de janeiro a 15 de fevereiro de 2016 (referência).

O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

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