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Prévia da inflação recua em agosto, mas acumula alta de 9,57% em 12 meses

Esse é o resultado mais alto no acumulado de 12 meses desde dezembro de 2003 (9,86%)

Economia|Do R7

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Os alimentos, tiveram resultado menor em agosto do que em julho, também contribuíram para a desaceleração do IPCA-15 deste mês
Os alimentos, tiveram resultado menor em agosto do que em julho, também contribuíram para a desaceleração do IPCA-15 deste mês

A prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) recuou em agosto na comparação com julho, mas acumula alta de 9,57% nos últimos meses, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (21) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O resultado acumulado de 12 meses é o mais alto desde dezembro de 2003, quando a taxa somou inflação de 9,86%. Em relação aos meses de agosto, o IPCA-15 deste mês (0,43%) é o índice mais elevado desde 2004, quando foi registrado 0,79%.


O acumulado do IPCA-15 neste ano (de janeiro a agosto) acumula alta de 7,36%, acima do resultado dos 4,32% do mesmo período do ano anterior. Em agosto de 2014, o IPCA-15 havia sido 0,14%.

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Setores


O grupo Transportes, com queda de 0,46%, foi um dos responsáveis pelo recuo do índice, detendo menos 0,08 p.p. de impacto no IPCA-15 do mês. As passagens aéreas (-25,06%), o automóvel novo (-0,41%), o automóvel usado (-1,20%), além do etanol (-0,77%) fizeram com que o grupo dos Transportes (-0,46%) ficasse com o menor resultado do mês.

O grupo Alimentação e Bebidas, que apresentou resultado de 0,45%, menor que a variação de 0,64% do mês anterior, também contribuiu para a desaceleração da taxa do IPCA-15 de agosto.


Vários alimentos ficaram mais baratos de um mês para o outro, com destaque para: batata-inglesa (-9,51%), açaí (-8,51%), tomate (-6,67%), feijão-preto (-4,30%), feijão-fradinho (-4,26%), feijão-carioca (-1,48%) e óleo de soja (-1,14%). Outros continuaram em alta, a exemplo do leite longa vida (3,05%), da refeição fora (0,88%) e das carnes (0,87%).

Vilões

Neste mês, a energia elétrica ficou, novamente, com a liderança dos principais impactos, detendo 0,10 p.p. e aumento de 2,60%. Isto ocorreu sob influência das variações nas contas das regiões metropolitanas de São Paulo (7,43%), com reajuste de 17,00% aplicado nas tarifas de uma das empresas de abastecimento a partir do dia 04 de julho; Curitiba (5,03%), refletindo o restante do reajuste de 14,39%, em vigência desde 24 de junho e Belém (0,42%), com reajuste de 7,47% em 07 de agosto.

Assim, o aumento da energia, aliado a outros itens, levou as despesas com Habitação (1,02%) ao mais elevado resultado de grupo no mês. Nesse grupo houve ainda pressão da taxa de água e esgoto (1,39%), dos serviços de mão de obra para pequenos reparos (0,82%), do condomínio (0,72%) e do aluguel residencial (0,39%).

A taxa de água e esgoto (1,39%) foi influenciada pelas variações nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro (4,33%), onde ocorreu reajuste de 9,98% em 01 de agosto, de Porto Alegre (2,11%) com reajuste de 7,60% em vigor desde 01 de julho, de Recife (0,80%) com reajuste de 3,51% desde o dia 20 de junho, além de Goiânia (10,73%), com reajuste médio de 20,00% em vigor desde o dia 01 de julho.

Os itens empregado doméstico (0,54%) e serviço bancário (2,14%) foram os destaques no grupo das Despesas Pessoais (0,73%). Quanto à Educação, a alta de 0,78% refletiu o resultado apurado na coleta realizada no mês de agosto, a fim de captar a realidade do segundo semestre do ano letivo. Os cursos regulares tiveram variação de 0,78%, enquanto os cursos diversos (informática, idioma etc.) apresentaram alta de 1,64%.

As mensalidades de plano de saúde (1,08%) e os artigos de higiene pessoal (1,44%) exerceram pressão sobre o grupo Saúde e Cuidados Pessoais (0,83%). Já nos Artigos de Residência (0,73%) se destacaram os itens TV, som e informática (1,92%) e mobiliário (0,95%).

Regiões

Dentre os índices regionais o maior foi o de Goiânia (0,84%), influenciado pela alta da gasolina (4,50%) e do etanol, cujo preço do litro ficou 15,56% mais caro. A taxa de água e esgoto (10,73%), que refletiu o reajuste médio de 20,00% em vigor desde o dia 01 de julho, também pressionou o resultado.

Os menores índices foram registrados em Belém (0,09%) e Brasília (0,09%). Em Belém os alimentos consumidos em casa apresentaram queda de 0,41%. Em Brasília, as passagens aéreas, com peso de 1,72% e variação de -23,40%, geraram impacto de -0,40 p.p. no resultado do mês.

Para o cálculo do IPCA-15 os preços foram coletados no período de 15 de julho a 13 de agosto de 2015 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 12 de junho a 14 de julho de 2015 (base).

O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

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