Produção industrial sobe em sete regiões do País e cai em outras sete
Entre os locais que tiveram avanço na produção, destacaram-se Bahia, Rio, Amazonas e SP
Economia|Do R7

A produção industrial nacional mostrou variação nula (0,0%) frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após assinalar variação negativa de 0,2% em setembro. O resultado mostra um equilíbrio entre locais com taxas positivas (sete) e negativas (sete).
Entre os locais que mostraram avanço na produção, destacaram-se os índices positivos assinalados por Bahia (3,6%), Rio de Janeiro (1,9%), Amazonas (1,7%) e São Paulo (1,1%).
Com os resultados desse mês, a indústria baiana assinalou o segundo mês seguido de avanço na produção, acumulando nesse período ganho de 3,9%. O Rio reverteu dois meses seguidos de queda na produção, período em que acumulou perda de 7,8%.
O Estado do Amazonas eliminou parte da queda de 7,7% acumulada nos meses de agosto e setembro; e São Paulo volta a crescer após apontar queda de 0,6% no mês anterior.
Santa Catarina (0,8%), Pará (0,6%) e Espírito Santo (0,6%) completaram o conjunto de locais com índices positivos.
Ceará (-4,9%), Pernambuco (-4,6%), Minas Gerais (-3,3%), Rio Grande do Sul (-2,2%) e região Nordeste (-2,0%) mostraram as quedas mais elevadas nesse mês, enquanto Goiás (-0,6%) e Paraná (-0,4%) apontaram recuos mais moderados.
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Acumulado do ano
No indicador acumulado para o período janeiro-outubro de 2014, frente a igual período do ano anterior, a redução na produção nacional alcançou dez dos 15 locais pesquisados, com cinco recuando com intensidade superior à da média da indústria (-3,0%): Paraná (-6,1%), São Paulo (-5,7%), Bahia (-4,8%), Rio Grande do Sul (-4,5%) e Rio de Janeiro (-3,9%).
Completaram o conjunto de locais com resultados negativos: Amazonas (-2,3%), Minas Gerais (-2,2%), Ceará (-2,0%), Santa Catarina (-1,9%) e região Nordeste (-0,6%).
Nesses locais, o menor dinamismo foi particularmente influenciado por fatores relacionados à redução na fabricação de bens de capital (em especial aqueles voltados para equipamentos de transportes – caminhão-trator para reboques e semirreboques, caminhões e veículos para transporte de mercadorias), bens intermediários (autopeças, produtos têxteis, produtos siderúrgicos, produtos de metal, petroquímicos básicos, resinas termoplásticas e defensivos agrícolas) e bens de consumo duráveis (automóveis, eletrodomésticos da linha branca, motocicletas e móveis).
Pará (9,0%) e Espírito Santo (4,3%) assinalaram as taxas positivas mais elevadas, impulsionados em grande parte pelo comportamento positivo vindo do setor extrativo (minérios de ferro). Mato Grosso (1,9%), Goiás (1,8%) e Pernambuco (1,4%) também apontaram taxas positivas no índice acumulado do ano.
A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, com o recuo de 2,6% em outubro, manteve a trajetória descendente iniciada em março último (2,0%) e assinalou o resultado negativo mais intenso desde setembro de 2012 (-2,9%).
Em termos regionais, dez dos 15 locais pesquisados apontaram taxas negativas em outubro desse ano e 11 assinalaram menor dinamismo frente ao índice de setembro último.
As principais perdas entre setembro e outubro foram registradas por Ceará (de 1,3% para -0,8%), Amazonas (de 1,0% para -0,8%), Rio Grande do Sul (de -1,8% para -3,2%) e Paraná (de -3,5% para -4,8%), enquanto Espírito Santo (de 2,0% para 3,8%) mostrou o maior avanço entre os dois períodos.
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