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Projetos ou planos de ação em ecoinovação já existem em quase metade das indústrias

Pesquisa da CNI mostra que 30% das empresas têm planos em execução e 17% estão com projetos aprovados

Economia|Do R7

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Os dados revelam que 47% já têm planos
Os dados revelam que 47% já têm planos

Quase metade das indústrias brasileiras tem projetos ou plano de ação formal em ecoinovação. De acordo com a Sondagem Especial: Ecoinovação e Transformação Digital, 30% das empresas têm trabalhos em execução e outras 17% estão com projetos aprovados para serem iniciados.

Os dados revelam também que 28% das empresas estão realizando estudos iniciais sobre o tema e 19% não realizam nenhuma ação de ecoinovação no momento. A pesquisa foi divulgada neste domingo (24) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). A CNI entrevistou 2.236 gestores de empresas industriais entre os dias 1 e 10 de janeiro de 2023.


Segundo o levantamento, entre as indústrias que integram a Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) – grupo coordenado pela CNI e formado por mais de 500 empresas –, a ecoinovação já é uma realidade.

De acordo com os dados, 78% das empresas que fazem parte da MEI têm planos de ação ou projetos de ecoinovação em andamento; outras 7% têm projetos aprovados, mas não iniciados; 9% estão em fase de estudos; e 5% não realizam nenhuma ação nesta área.


O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, afirma que, apesar de um quadro positivo, a velocidade de adoção da ecoinovação poderia ser maior no país.

“Há sinais de que o processo está se ampliando. O desafio agora é apoiar pequenas empresas a embarcar nessa jornada, uma tendência que inevitavelmente deverá fazer parte dos planos estratégicos da indústria brasileira”, destaca.


No Brasil%2C grandes indústrias%2C especialmente um subgrupo engajado nas atividades da Mobilização Empresarial pela Inovação%2C têm liderado os investimentos e resultados em ecoinovação. Empresas de médio porte também têm se destacado%2C começando a investir em inovação verde.

(Robson Andrade)

Tendência

A pesquisa da CNI será apresentada no 10º Congresso Internacional de Inovação da Indústria, que acontecerá nos dias 27 e 28 deste mês, no São Paulo Expo. Realizado pela CNI em parceria com o Sebrae, este é o maior evento de inovação da América Latina.

A edição terá como tema ecoinovação e reunirá especialistas brasileiros e internacionais para debater o assunto e propor diretrizes de uma estratégia nacional de ecoinovação para a indústria brasileira. As últimas inscrições para o Congresso estão abertas e podem ser feitas aqui.


A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) define a ecoinovação como a inovação que resulta na redução do impacto ambiental. Essa é uma tendência mundial que está promovendo mudanças nos modelos de negócios das empresas e que se tornou fundamental para a construção de novos parâmetros de sustentabilidade e competitividade para o setor industrial, no Brasil e no mundo.

As ecoinovações podem ser tanto tecnológicas, por meio de novos produtos ou processos produtivos, quanto inovações não-tecnológicas, com métodos de marketing, inovações organizacionais ou institucionais. Para a CNI, esta é uma tendência sem volta e essencial para a sobrevivência e competitividade das empresas em todo o mundo, à medida em que avançam as políticas de redução das emissões de gases de efeito estufa, do consumo de água e da geração de resíduos.

Desafio

A pesquisa revela que o maior desafio para a estruturação da ecoinovação na indústria é a falta de trabalhadores qualificados para atuar com o tema. As restrições orçamentárias (33%) são a principal barreira para a qualificação de profissionais para trabalhar com ecoinovação. Na sequência, aparecem a necessidade de investir em outras áreas estratégicas (29%), estrutura/cultura da empresa (18%), limitação de tempo disponível para treinamento (20%) e baixo engajamento dos funcionários (12%).

O estudo revela ainda que, para 66% dos entrevistados, falta conhecimento aos trabalhadores em técnicas sustentáveis e, para 45%, falta conhecimento de legislação ambiental. Já 38% consideram que falta ao profissional competência para gerir e desenvolver projetos de ecoinovação.

Os principais desafios enfrentados pelas empresas no recrutamento de profissionais para ecoinovação são encontrar profissionais experientes em sustentabilidade (36%) e profissionais atualizados em tecnologias ambientais (36%).

Perguntados sobre qual estratégia a empresa tem adotado para suprir lacunas e promover a ecoinovação, 76% dos entrevistados afirmaram que têm apostado em treinamento de funcionários; 31%, na participação em redes colaborativas; e 24% na terceirização de projetos, funções e iniciativas de tecnologia da informação e comunicação (TIC).

A diretora de Inovação da CNI, Gianna Sagazio, alerta que já é realidade em muitas indústrias o investimento em formação e requalificação de funcionários em ecoinovação, difusão de conhecimentos sobre legislação ambiental, e implementado estratégias de inovação aberta. “No entanto, é necessário incluir mais empresas nessa realidade, especialmente as pequenas, que têm menos recursos para sustentar suas jornadas de ecoinovação sem apoio”, pontua.

É fundamental que haja políticas públicas e iniciativas privadas que alinhem incentivos à meta de ecoinovar%2C com especial cuidado com as pequenas empresas. Isso não apenas contribuirá para a sustentabilidade ambiental%2C como também para o aumento da competitividade dos produtos e serviços brasileiros nos mercados globais.

(Gianna Sagazio)

Transformação digital

A pesquisa revela, ainda, que 33% das empresas têm plano de ação formal/projetos em execução de Transformação Digital (TD). As principais carências para promover a transformação digital são os conhecimentos em TICs (64%), em matemática, estatística, engenharia e ciências aplicadas (39%), em multimídia (32%), gestão e desenvolvimento de projetos (54%), domínio da língua inglesa (36%), habilidade de gestão/liderança (39%) e habilidade para trabalhar em equipe (21%).

Perguntados sobre qual estratégia sua empresa tem adotado para suprir lacunas de competência para promover a transformação digital, os entrevistados mencionaram o treinamento de pessoal (75%), terceirização de projetos, funções e iniciativas em TIC (54%), participação em redes colaborativas (54%) e adoção de arranjos de trabalho alternativo (25%). As principais barreiras para a qualificação de trabalhadores para TD são as restrições de orçamento (35%), estrutura e cultura da empresa (29%) e limitação de tempo disponível para treinamento (27%).

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