Queda do dólar gera corrida para comprar moeda em casas de câmbio
Moeda dos Estados Unidos chegou a ser negociada a R$ 3,67 na sexta-feira
Economia|Do R7

Após mais um dia de queda na cotação do dólar, as casas de câmbio comemoraram ontem o que consideram uma 'movimentação atípica' no segmento. Algumas empresas afirmam que a procura por pessoas físicas cresceu até três vezes no final da semana. O movimento, segundo as empresas, não era visto há pelo menos um ano.
A moeda dos Estados Unidos abriu as negociações de ontem cotada a R$ 3,80, mas logo caiu e atingiu a mínima de R$ 3,6735. Por volta das 9h10, o dólar era negociado a R$ 3,706, o que representa uma queda de 2,48%.
O valor sempre é maior para turistas do que o divulgado no câmbio comercial. "Em um dia normal, a gente faz de 15 a 20 mil cotações por dia para nossos clientes. Hoje (ontem) batemos 45 mil cotações", analisou o CEO da Melhor Câmbio, Stéfano Assis.
Na Treviso Câmbio Exchange, com 10 lojas na Grande São Paulo, o gerente de câmbio Reginaldo Galhardo disse que o movimento tanto nas operações comerciais (para empresas) quanto no varejo (para turistas) cresceu 50% ontem.
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"Foi uma procura, digamos, 'extrapoladamente' atípica", afirmou o executivo da Treviso.
— O cliente estava com mais vontade. A gente vinha vendendo R$ 1.000, R$ 1.500 por operação de turismo. Mas desde quinta-feira negociamos alguns lotes de R$ 10 mil, R$ 15 mil. Isso é difícil.
No Banco Daycoval, com 12 lojas em São Paulo, a movimentação e o resultado de ontem foram considerados com um dos principais desde que a instituição passou a comercializar dólar no varejo há sete anos.
"Se não foi o principal, foi um dos principais dias de nossa história", comemora o gestor da rede de lojas Daycoval Câmbio, Maurício Lima.
Ele conta que o resultado, se comparado ao dia 4 de fevereiro, portanto um mês atrás, foi três vezes superior.
— Se consideramos as reservas para segunda-feira, tivemos 3.500 transações de dólar turismo. Nosso tíquete médio, no entanto, continua parecido com o histórico, cerca de R$ 2.000.
Para semana que vem, apesar de ressaltarem a imprevisibilidade do câmbio, os executivos esperam, ao menos da segunda-feira, mais um dia de forte procura.
"Segunda deve ser animada. Já na terça, não dá para saber", diz o gestor do Daycoval Câmbio Eduardo Campos.
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