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Repasse do governo para a CDE  diminuiu de R$ 13 bilhões para R$ 9 bilhões

Economia|Da Agência Brasil

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Números estão no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, documento, divulgado pelo Ministério do Planejamento
Números estão no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, documento, divulgado pelo Ministério do Planejamento

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, indicou nesta terça-feira (23) que a redução em R$ 4 bilhões no repasse do Tesouro Nacional para a CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) “provavelmente, está passando mais para a tarifa e menos à transferência do governo”.

— Não sei exatamente detalhes da CDE. Provavelmente, está passando mais para a tarifa e menos à transferência do governo. A luz já está precificada. As tarifas já aumentaram. Então, uma parte tem que ser custeada pelas tarifas, é normal, e uma outra parte é o Tesouro.


Com isso, o repasse do governo para a CDE diminuiu de R$ 13 bilhões para R$ 9 bilhões. Os números estão no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, documento divulgado a cada dois meses pelo Ministério do Planejamento, que orienta a execução do Orçamento Geral da União.

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O relatório mostra que o governo teve que recorrer ao FSB (Fundo Soberano do Brasil) para reduzir a perda de receitas a R$ 7,041 bilhões e para impedir novo contingenciamento (bloqueio de verbas) do Orçamento, a equipe econômica diminuiu, no mesmo montante, a previsão de despesas obrigatórias, principalmente do auxílio à CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), cuja previsão de gastos foi reduzida em R$ 4 bilhões.

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Merece destaque, no relatório, a redução da previsão oficial de crescimento da economia. A estimativa de aumento do PIB (Produto Interno Bruto) — soma das riquezas produzidas no País — caiu de 1,8% para 0,9%. Para a inflação, a estimativa oficial medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) foi mantida em 6,2% e, apesar da alta do dólar, o relatório prevê que a taxa média de câmbio fechará 2014 em R$ 2,29, sem mudança em relação ao documento anterior.

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