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S&P mantém a qualificação soberana do Brasil em "BBB-"

Economia|Do R7

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(Atualiza com mais detalhes). São Paulo, 23 mar (EFE).- A agência de classificação de risco Standard & Poor's informou nesta segunda-feira que mantém a nota de crédito do Brasil em "BBB-", o último degrau dos países com grau de investimento, ou seja, considerados seguros para se investir. A perspectiva sobre a qualificação contínua "estável" e reflete a expectativa da agência de que a presidente Dilma Rousseff manterá o ajuste fiscal promovido por sua equipe econômica e conseguirá o apoio do Congresso. "As relações da presidente com o Congresso são tensas, mas existem sinais incipientes que ela mudará a articulação política com o Legislativo", ressaltou a agência. Além de manter a nota de crédito para a dívida externa do Brasil de longo prazo em "BBB-", a agência deixou a qualificação da dívida brasileira a longo prazo em reais em "BBB+". Segundo a S&P, Dilma "enfrenta um cenário político e econômico extremamente desafiador, em meio a uma acentuada queda das taxas de aprovação de seu governo, além da recessão econômica e das investigações sobre a corrupção na Petrobras". "Em uma mudança de política em relação a seu primeiro mandato, a presidente deixou a cargo de sua equipe econômica a elaboração de um considerável ajuste em várias políticas - não só fiscal - para reestruturar a credibilidade perdida e fortalecer o agora enfraquecido perfil fiscal e econômico do Brasil", destacou a S&P. Apesar de destacar os avanços realizados pelo governo na economia, a S&P ressaltou que ainda é preciso detalhar um agenda de crescimento a médio prazo, algo esperado para o final de 2015, "com uma ênfase renovada sobre a participação do setor privado em projetos de infraestrutura". "Este é outro componente chave para impulsionar o sentimento empresarial, que foi danificado nos últimos anos por decisões políticas irregualres e, atualmente, por inseguranças associadas com a repercussão econômica da Petrobras e os riscos de racionamento de água e energia", acrescenta o comunicado. De acordo com a agência de classificação de risco, o país fechará o ano com uma retração de 1% no Produto Interno Bruto (PIB), apesar de as estimativas de crescimento a partir de 2016, quando a previsão é de expansão de 2% e 2,3% em 2017. EFE ass/rpr-lvl

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