Sem acordo, greve dos Correios vai para seção do TST
A principal reclamação dos funcionários envolve a mudança no sistema de atendimento de saúde
Economia|Do R7

Sem acordo em audiência de conciliação realizada nesta segunda-feira, 24, no Tribunal Superior do Trabalho (TST), a greve dos funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) será decidida mediante julgamento a ser realizado pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal.
Não há data estabelecida para esse julgamento. A greve dos empregados foi deflagrada em 29 de janeiro. O principal ponto de descontentamento dos funcionários envolve a mudança no sistema de atendimento de saúde. Na internet, a Fentect informa que "a greve é por tempo indeterminado para barrar o Postal Saúde".
A federação acusa a ECT de impor a privatização do convênio médico da categoria e destaca que a greve foi decidida em assembleia realizadas em Minas Gerais, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Campinas, São José do Rio Preto, Piauí, Amazonas, Paraná, Ceará, Santa Catarina, Pernambuco, Paraíba, Vale do Paraíba, Roraima.
Os Correios afirmam que não haverá nenhuma alteração no atual plano de saúde dos trabalhadores — o CorreiosSaúde. Nenhuma mensalidade será cobrada, os dependentes regularmente cadastrados serão mantidos e o plano de saúde não será privatizado. Todas as condições vigentes do CorreiosSaúde serão mantidas, os percentuais de co-participação não serão alterados e os trabalhadores dos Correios não terão custos adicionais. Desde o início de janeiro, o plano CorreiosSaúde, que atende os empregados da ECT e seus dependentes, passou a ser operado pela Postal Saúde, registrada na ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), com política e diretrizes definidas pela ECT. As regras do plano não foram alteradas.
Os Correios informam também que o levantamento desta segunda-feira (24) mostra que 95,89% do efetivo dos Correios do Brasil não aderiu à paralisação — o equivalente a 120.273 trabalhadores. Atrasos nas entregas podem ocorrer nos locais em que há paralisação deflagrada, já que o movimento está concentrado na área de distribuição — do total de 22.303 carteiros que deveriam trabalhar hoje nesses Estados, 4.578 não compareceram (20,53%). Todas as agências estão abertas e todos os serviços, inclusive o SEDEX, estão disponíveis — com exceção dos serviços de entrega com hora marcada em algumas localidades. Mesmo com a baixa adesão, a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Correios, Telégrafos e Similares) deixou de cumprir a ordem judicial de manter efetivo mínimo de 40% em 70 unidades operacionais.















