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Setor de serviços cresce 8,6% em junho e fica acima de maio e abaixo de abril

Entre os serviços prestados às famílias destacam-se os de alojamento e de alimentação

Economia|Do R7

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O setor de serviços continua apresentando altos e baixos. De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (21) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em junho deste ano, houve um crescimento de 8,6% na comparação com igual mês do ano anterior, superior à taxa de maio (7,6%) e inferior à de abril (11,6%).

Os serviços prestados às famílias registraram variação de 9%; os serviços de informação e comunicação, 7,6%; os serviços profissionais, administrativos e complementares, 7,8%; transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, 9,8%; e outros serviços, 11,0%.


No acumulado nos primeiros seis meses de 2013, o crescimento nominal ficou em 8,4%. Em 12 meses, a alta foi de 8,9%. A análise da série de 18 meses, iniciada em janeiro de 2012, revela que as maiores taxas de crescimento ocorreram nos meses de janeiro e março de 2012 (12,7%), abril de 2013 (11,8%) e outubro de 2012 (11,7%). As menores taxas foram registradas em fevereiro de 2013 (7,1%) e março de 2013 (6,1%).

A PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), primeiro indicador conjuntural mensal que investiga o setor de serviços no País e que o IBGE divulga pela primeira vez nesta quarta-feira (21), abrange as atividades que constituem o segmento empresarial não financeiro, excluindo-se os setores da saúde, educação, administração pública e aluguel imputado (valor que os proprietários teriam direito de receber se alugassem os imóveis onde moram).


Famílias

No segmento de serviços prestados às famílias destacam-se os serviços de alojamento e alimentação, com crescimento de 10,3%, e outros serviços prestados às famílias, com variação de 1,2%.


Os serviços de informação e comunicação registraram crescimento de 7,6% no mês, com destaque para os serviços de tecnologia da informação e comunicação (TIC), com variação de 8,2%, e de 3,6% nos serviços audiovisuais, de edição e agências de notícias. O segmento representa 31,4% da contribuição relativa no mês, contribuindo com 2,7 pontos percentuais (pp) para a composição do índice geral.

O crescimento dos serviços profissionais, administrativos e complementares ficou em 7,8% em junho, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, contra 7,6% em maio e 12,1% em abril. Os serviços técnico-profissionais, que abrangem os serviços intensivos em conhecimento, cresceram 2% e os serviços administrativos e complementares, que abrangem os serviços intensivos em mão-de-obra, 10,1%. Com uma contribuição relativa de 18,6%, esse segmento contribuiu, em termos absolutos, com 1,6 pp para o índice geral.


O segmento de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio registrou crescimento nominal de 9,8% em junho, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, praticamente a mesma taxa observada em maio (9,9%), inferior, porém, à de abril (14,0%). As taxas de crescimento dos segmentos de transporte, por modalidade, ficaram próximas ao patamar de 12,0%, sendo que transporte terrestre registrou taxa de 11,7%, aquaviário, 12%, e aéreo, 11,8%.

Os serviços de armazenagem, serviços auxiliares dos transportes e correio registraram variação menor (5,5%). Esse segmento contribui, em termos relativos, com 34,9% e com 3,0 pp, em termos absolutos, para a composição do índice geral. O segmento outros serviços apresentou crescimento nominal de 11,0%.

Regiões

Todas as unidades da federação apresentaram crescimento nominal do setor de serviços, sendo que as maiores taxas foram registradas em Mato Grosso (29,7%), Acre (16,3%), Ceará (16,0%), Mato Grosso do Sul (13,4%) e Distrito Federal (13,2%). As menores foram observadas no Espírito Santo, Minas Gerais e Pernambuco, todas com 5,1%, Paraná (4,6%), Piauí (3,2%) e Rio Grande do Sul (1,6%).

Nos serviços prestados às famílias, as maiores taxas de crescimento foram observadas no Ceará (37,2%), São Paulo (15,1%) e Goiás (9,7%). As menores, no Distrito Federal e na Bahia (4,0%), Espírito Santo (2,2%) e Rio de Janeiro (-0,7%). No segmento serviços de informação e comunicação, Distrito Federal, Santa Catarina e São Paulo registraram as maiores taxas, em torno de 10%. Minas Gerais, com 2,6%, Goiás, com 1,6%, e Rio Grande do Sul, com variação de 0,9%, foram as unidades da federação com as menores taxas de crescimento.

Já entre os serviços profissionais, administrativos e complementares, as maiores taxas de crescimento foram observadas na Bahia (28,3%), Ceará (20,9%) e Distrito Federal (12,3%). As menores variações foram no Paraná (2,7%), Pernambuco (0,0%) e Rio Grande do Sul (-12,4%). Nos transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, destacam-se Santa Catarina (15,7 No segmento outros serviços, os maiores crescimentos se deram no Distrito Federal (56,5%), Goiás (23,2%) e Rio Grande do Sul (21,9%).

A menor variação positiva foi registrada em Minas Gerais (1,7%). Espírito Santo e Pernambuco apresentaram variações negativas de -1,5% e -12,9%, respectivamente. Receita dos serviços cresce 9,2% no primeiro trimestre de 2013 A análise dos resultados trimestrais evidencia um crescimento nominal maior no 2º trimestre de 2013 em comparação com o 1º trimestre, com uma taxa de 9,2% e 7,6%, respectivamente.

As maiores taxas foram observadas nos segmentos de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (11,2%) e serviços prestados às famílias (10,3%). Os serviços profissionais, administrativos e complementares registraram crescimento de 9,1%, os serviços de informação e comunicação, 7,8% e os outros serviços, 7,1%.

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