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Setor de serviços tem queda de 6,3% em novembro de 2015, diz IBGE

No ano passado, apenas o mês de março teve resultado positivo na comparação com 2014

Economia|Do R7

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Os serviços prestados às famílias tiveram queda de 6,6%
Os serviços prestados às famílias tiveram queda de 6,6%

O setor de serviços no Brasil registrou uma queda de 6,3% em novembro do ano passado na comparação com igual mês do ano anterior, a maior da série iniciada em 2012, contra -5,8% de outubro e -4,8% de setembro.

Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nesta quinta-feira (14), e mostram que o volume de serviços manteve a sequência de resultados negativos registrados em 2015, à exceção de março (2,3%).


Por atividade, todos os segmentos registraram variações negativas: serviços prestados às famílias (-6,6%); serviços de informação e comunicação (-4,4%); serviços profissionais, administrativos e complementares (-6,6%), transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (-8,2%) e outros serviços (-7,4%).

A taxa acumulada no ano ficou em -3,4% e, em 12 meses, -3,1%. O agregado especial das atividades turísticas registrou queda de 1,9%. Nesta mesma comparação, a receita nominal registrou variação negativa de -0,8% em novembro, em relação à novembro de 2014, contra -0,4% em outubro e 0% em setembro. A taxa acumulada no ano ficou em 1,4% e, em 12 meses, 1,6%.


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Consumidor

Os serviços prestados às famílias apresentaram queda de 6,6% no volume de serviços em novembro sobre igual mês do ano anterior, contra -4,8% em outubro e -6,7% em setembro, mantendo a série constante de variações negativas de volume, a partir de maio de 2014.


A variação acumulada no ano ficou em -5,1% e, em 12 meses, -4,8%. Os serviços de alojamento e alimentação e outros serviços prestados às famílias apresentaram queda de 7,2% e 2,5%, respectivamente.

Os serviços de informação e comunicação caíram 4,4% no volume em novembro, na comparação com igual mês do ano anterior, contra -3,2% em outubro e -0,6% em setembro. As variações acumuladas no ano e em 12 meses ficaram em 0,1%.

Os serviços de TIC (tecnologia da informação e comunicação) mostraram queda de 4,3% no volume, com destaque para telecomunicações (-4,7%) e serviços de tecnologia da informação (-2,9%). Os serviços audiovisuais, de edição e agências de notícias, variaram -4,6% no volume, frente à igual mês do ano anterior.

O segmento de serviços profissionais, administrativos e complementares caiu 6,6% no volume em novembro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, contra quedas de 7,3% em outubro e 8,1% em setembro.

A variação de volume acumulada no ano ficou em -3,8% e, em 12 meses, -3,2%. Os serviços técnico-profissionais, correspondentes aos serviços intensivos em conhecimento, apresentaram recuo de 7,1% em volume de serviços, e os serviços administrativos e complementares, que abrangem as atividades intensivas em mão-de-obra, recuo de 6,4%.

O segmento de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio teve variação negativa de volume de 8,2% em novembro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Em outubro e setembro, o segmento registrou variações negativas de 6,7% e 6,4%, respectivamente.

A variação acumulada no ano ficou em -6% e, em 12 meses, -5,5%. Por modalidade, os resultados de volume foram: transporte terrestre (-13,8%), transporte aquaviário (15,6%) e transporte aéreo (11,3%). A atividade de armazenagem, serviços auxiliares dos transportes e correio apresentou decréscimo de 6,2%.

O segmento de outros serviços caiu 7,4% em novembro, contra -13,8% em outubro e -9,9% em setembro. A variação acumulada no ano ficou em -8,9% e em 12 meses, -8,5%.

As atividades turísticas registraram queda de 1,9% em novembro, na comparação com novembro de 2014, contra crescimento de 0,2% em outubro e queda de 3,4% em setembro. As variações acumuladas no ano e em 12 meses ficaram em -2,2%.

Regiões

No que se refere aos resultados regionais em novembro, na comparação com igual mês do ano anterior, cinco Estados apresentaram variações positivas de volume: Roraima (10,9%), Mato Grosso (5,9%), Rondônia (4,1%), Tocantins (2,4%) e Pará (0,5%). As maiores variações negativas de volume foram observadas na Bahia (-17,9%), Amazonas (-15%) e Amapá (-14,7%).

Em termos regionais, analisando-se as atividades turísticas, segundo as Unidades da Federação selecionadas, as variações positivas de volume foram registradas no Distrito Federal (5%), seguido de Goiás (3,2%) e Pernambuco (2,8%).

Minas Gerais não apresentou variação e as variações negativas de volume foram registradas no Espírito Santo (-10%), Santa Catarina (-8,1%), Paraná (-6,2%), Bahia (-5,7%), Rio Grande do Sul (-4,4%), Ceará (-3,6%), Rio de Janeiro (-2,5%) e São Paulo (-2,4%).

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