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Setor de transportes teve inflação abaixo da oficial, mesmo com alta do etanol, diz CNT

Índice anual do grupo de transportes ficou em 3,3%, mas apresentou variações significativas em itens-chave

Economia|Do R7, em Brasília

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Alta de 17% no etanol influenciou índice final Antônio Cruz/Agência Brasil/Arquivo

A primeira edição de 2025 do Boletim de Conjuntura Econômica da CNT (Confederação Nacional do Transporte) revelou que a inflação do setor fechou o último ano em 3,30%, abaixo dos 4,93% registrados pelo índice oficial, medido pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No entanto, o resultado foi influenciado por variações significativas em itens como o preço da gasolina (9,71%), o etanol (17,58%) e as tarifas de pedágio (4,10%). Por outro lado, os custos com pneus e óleos lubrificantes apresentaram queda no ano: −2,07% e −0,53%, respectivamente.

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Ainda segundo a publicação, a reação do Copom (Comitê de Política Monetária), ao aumentar a taxa de juros para 12,25%, indica uma projeção de aumento da inflação em 2025 e uma política monetária ainda mais restritiva.

“O processo inflacionário e as medidas de contenção preocupam o setor de transporte, pois a Selic influencia as taxas de juros dos financiamentos para operações empresariais e para investimentos em infraestrutura de transporte”, afirma Fernanda Schwantes, gerente executiva de Economia da CNT.

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Veja a variação dos principais itens analisados:

  • Preço da gasolina: 9,71%
  • Tarifas de pedágio: 4,10%
  • Preço do etanol: 17,58%
  • Gás veicular: 7,66%
  • Preço de pneus: −2,07%
  • Preço de óleos lubrificantes: −0,53%

Transporte aéreo e terrestre em queda

A publicação também revelou que o volume de serviços do setor de transporte, mensurado pela PMS (Pesquisa Mensal de Serviços) do IBGE, retraiu 2,7% em novembro de 2024. No mês anterior, o setor havia alcançado o maior nível de crescimento mensal da série histórica iniciada em 2011.

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Todos os segmentos do setor apresentaram diminuição no volume de operações no mês, com exceção do modo aquaviário, que registrou crescimento de 0,2%.

O destaque negativo ficou com o transporte aéreo, que apresentou uma queda expressiva de 13,7% no volume de serviços em relação a outubro.

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O transporte terrestre também apresentou retração, embora mais moderada (-0,7%), enquanto o segmento de armazenagem, serviços auxiliares ao transporte e correio teve desempenho praticamente estável, com leve redução de 0,2%.

Na divisão por tipo de serviço, o transporte de passageiros caiu 3,4% em novembro, enquanto o transporte de cargas recuou 1,4%. Apesar das retrações no mês, ambos os segmentos mantêm desempenho superior aos níveis pré-pandemia: o transporte de passageiros está 34,2% acima de fevereiro de 2020, e o transporte de cargas, 7,9%.

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