Situação da Grécia provoca forte impacto nas bolsas europeias
Economia|Do R7
Redação Central, 29 jun (EFE).- As principais bolsas europeias registraram grandes quedas nesta segunda-feira, de 2% a 5%, devido ao medo de que a Grécia, após o fracasso das negociações com os credores e com um controle de capital em vigor, seja incapaz de realizar pagamentos e deixe de adotar o euro como moeda. As bolsas mais afetadas foram as de Lisboa, cujo índice PSI-20 despencou 5,22%; Milão, onde o FTSE MIB caiu 5,17%; e Madri, cujo indicador Ibex-35 recuou 4,56%. Em Paris, o índice CAC 40 caiu 3,74%, em Frankfurt o DAX-30 retrocedeu 3,56%, e em Londres o FTSE-100 fechou em baixa de 1,97%. A situação na Europa também afetou as principais bolsas da Ásia, que fecharam com fortes perdas, como Tóquio (-2,88%) e Xangai (-3,34%). O Ibovespa também foi influenciado e recuou 1,86. Em Nova York, o Dow Jones caiu 1,95%. Os mercados de todo o mundo foram afetados pelo fracasso das negociações entre Atenas e seus credores, depois que a Grécia decidiu convocar um referendo sobre as propostas das instituições para o próximo domingo. A convocação da consulta popular fez com que os credores da Grécia suspendessem as negociações e não quisessem prorrogar seu resgate, que expira amanhã, data em que o país também precisa pagar 1,6 bilhão de euros ao FMI. O Banco Central Europeu (BCE) anunciou que não aumentaria o limite de empréstimos de emergência aos bancos gregos - muito afetados pela fuga em massa de capital -, o que obrigou o primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, a fechar os bancos e impor um limite aos saques em caixas eletrônicos. Esse controle de capital foi implantado nesta segunda-feira, dia em que os bancos gregos ficaram fechados, assim como a Bolsa de Atenas. A tensão provocada pela Grécia foi sentida desde a abertura das bolsas, quando as principais registravam quedas consideráveis, chegando a superar os 4%, como nos casos de Lisboa e Frankfurt. Os principais líderes políticos europeus tentaram tranquilizar os cidadãos hoje, mas alguns se mostraram críticos em relação ao governo grego, como no caso do presidente da CE, Jean-Claude Juncker, que pediu para os gregos votarem com um 'sim' às propostas europeias no referendo de domingo. Caso os gregos aceitem as propostas, os credores estariam dispostos a retomar as negociações, segundo declararam alguns deles, que acreditam na permanência da Grécia na zona do euro, embora sua saída já seja um cenário cogitado. O comissário de Assuntos Econômicos e Financeiros da UE, Pierre Moscovici, disse considerar que ainda há margem de negociação com a Grécia, opinião que é compartilhada por outros líderes. EFE mtd/vnm/id (foto) (vídeo)












