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Sonegação, benefícios fiscais e inadimplência fazem Previdência perder mais da metade da arrecadação

Segundo os auditores da Receita Federal, apenas 44% das contribuições são efetivamente recolhidas

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estudo da Receita Federal revela que a previdência social do Brasil deixa de arrecadar 56% dos impostos devido à sonegação, benefícios fiscais e inadimplência.
  • Apenas R$ 44 de cada R$ 100 previstos são efetivamente recolhidos, com R$ 22 sonegados, R$ 28 não pagos por benefícios tributários e R$ 6 por inadimplência.
  • Empresas pagam um encargo patronal de 20% sobre o salário para a previdência, totalizando 31% de contribuição com a parte do funcionário.
  • Há um problema estrutural na captação de recursos previdenciários, sendo um tema complexo para discussão governamental, especialmente em anos eleitorais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O estudo “Quem Financia a Previdência Social? Evidências setoriais e distributivas das lacunas tributárias no Brasil”, realizado por auditores da Receita Federal, apontou que a Previdência Social deixa de arrecadar 56% em impostos por causa de fatores como sonegação, benefícios fiscais e inadimplência.

O levantamento apontou que, a cada R$ 100 que deveriam ser arrecadados, apenas R$ 44 são efetivamente recolhidos. Do montante de R$ 56 não localizados, R$ 22 correspondem a valores sonegados, R$ 28 aos que não são pagos devido aos benefícios tributários e R$ 6 pela inadimplência.


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Em entrevista ao Conexão Record News, o economista Rodrigo Simões explicou que, quando uma empresa contrata um funcionário, o contratado passa a pagar sua parte de contribuição para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que geralmente começa entre 9% e 11% da sua remuneração. Só que, segundo Simões, as companhias empresariais também fazem sua contribuição para o órgão.

“É chamado de encargo patronal da previdência, que é de 20% sobre o salário. Então veja, de imposto para a previdência, a contribuição previdenciária é de 31%, somando os dois, o encargo do funcionário e o encargo da empresa”, enfatizou.


O especialista ainda apontou que há um problema estrutural de funcionamento na captação desses recursos e que o seu desenvolvimento é um tema difícil a ser discutido por qualquer governo, principalmente em ano de eleição.

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