Surto de ebola pode afetar economia de países africanos
Banco Mundial estima que a epidemia vai encolher o crescimento na Guiné
Economia|Do R7

O surto de ebola, que já matou quase 1.000 pessoas, começa a prejudicar empresas e a economia em três países africanos que estão no centro da crise: Guiné, Serra Leoa e Libéria. Até agora, porém, analistas afirmam que o problema não ameaça o continente como um todo ou a economia global.
A Caterpillar retirou diversos funcionários da Libéria, enquanto a Canadian Overseas Petroleum suspendeu um projeto de perfuração na região. A British Airways, por sua vez, cancelou voos para a região e ExxonMobil e Chevron aguardam para descobrir se as autoridades conseguirão conter a epidemia.
Por enquanto, os danos econômicos ainda não afetaram a maior economia da África Ocidental — a Nigéria, apesar de a doença já ter chegado no país.
O ministro de Comércio Exterior da Nigéria, Olusegun Aganga, afirmou que é preciso grarantir que a doença seja controlada e contida o quanto antes. O país já tem nove casos confirmados de ebola.
— Quando isso ocorrer, não acredito que a epidemia terá um impacto duradouro na economia.
Na sexta-feira (8), a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou o surto de ebola como uma emergência sanitária internacional e decretou medidas para tentar frear a proliferação da doença.
Segundo o analista do Conselho de Relações Exteriores, John Campbell, quando se tem um surto amplo de ebola, pode-se criar pânico. As pessoas não vão trabalhar e a atividade econômica vai desacelerar.
O Banco Mundial estima que a epidemia vai encolher o crescimento econômico na Guiné, onde a crise emergiu em março, de 4,5% para 3,5% este ano.
Ama Egyaba Baidu-Forson, economista do IHS Global Insight com foco na África subsaariana, cortou suas projeções de crescimento para a Libéria e a Serra Leoa. Ela alertou que os preços podem subir na medida em que comida e outros produtos se tornam escassos e que os já frágeis governos da região podem aumentar seus déficits na luta contra a doença, podendo pedir resgate financeiro ao FMI (Fundo Monetário Internacional).











