Telefónica terá que vender TIM no Brasil se quiser 100% da Telecom
O mesmo grupo não poderá ser dono de duas operadoras de celular no País
Economia|Do R7
Os reguladores brasileiros não permitirão que a Telefónica seja a controladora da TIM Participações e da Vivo, e deverão exigir a venda de uma das operadoras para alguma empresa que ainda não atue no país, disse o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, nesta terça-feira (24).
O grupo espanhol Telefónica, dono da Vivo, anunciou nesta terça-feira (24) que está aumentando a sua participação na Telecom Itália, que controla a TIM, num negócio em que poderá levar ao controle da empresa.
Segundo o ministro Paulo Bernardo, uma empresa não pode controlar a outra.
— Não pode um grupo controlar duas empresas desse porte, tem impedimento na legislação.
A Vivo e a TIM são líder e vice-líder do mercado brasileiro, respectivamente.
O ministro disse que as demais operadoras que atuam no país, como a Oi e Claro, também não poderiam comprar a TIM ou a Vivo, caso haja mesmo a exigência de venda de uma das operadoras.
O ministro ponderou, contudo, que o assunto ainda será analisado pela Anatel e pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
Na segunda-feira à noite (23), uma fonte da Anatel já havia dito à Reuters que a legislação brasileira não permite que um mesmo grupo detenha duas outorgas sobrepostas na telefonia móvel, o que levaria à devolução das licenças.
Nesta terça-feira, mais cedo, uma fonte da Anatel disse à Reuters que a agência já fez uma avaliação informal do assunto e concluiu que, mantidas as condições do acordo, que prevê a Telefónica assumindo em 2014 o controle da Telco, holding que controla a Telecom Itália, a venda da TIM Participações no Brasil seria exigida.
A possibilidade de venda da TIM levou as ações da operadora a fecharem em alta de quase 10 por cento no pregão desta terça-feira na Bovespa.
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Outra alternativa seria a transferência da base de dados da TIM para a Vivo, mas isso também seria barrado pela Anatel, que entende que a qualidade do serviço ficaria comprometida, já que a base das duas operadoras seriam afuniladas na rede de apenas uma delas.
"Pelo lado regulatório, é praticamente impossível manter a TIM nestes termos", disse a fonte da Anatel, sob condição de anonimato.















