Tensões na Ucrânia e fraqueza na China pressionam ações europeias
Dados comerciais apontaram exportações chinesas em fevereiro menores 18,1% ante 2103
Economia|Do R7
As ações europeias recuaram pela segunda sessão consecutiva nesta segunda-feira, pressionadas por tensões entre Rússia e Ucrânia e dados econômicos fracos da China, segunda maior economia do mundo.
O índice FTSEurofirst 300, que reúne os principais papéis do continente, fechou em queda de 0,43%, a 1.320 pontos.
A maioria dos índices europeus passou a cair durante a tarde após a agência de notícias Interfax noticiar que tropas russas abriram fogo com rifles automáticos enquanto assumiam o controle de posto naval ucraniano na Crimeia.
A siderúrgica alemã ThyssenKrupp, cujo papel recuou 3%, figurou entre os maiores tombos na Europa. Os futuros de aço e minério de ferro chineses desabaram às mínimas históricas por preocupações com a desaceleração do maior consumidor de commodities do mundo.
Dados comerciais mostraram que as exportações chinesas em fevereiro contraíram 18,1% ante o ano anterior, levantando dúvidas sobre a saúde da economia do país.
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A estrategista-global de ações do Societé Générale Private Banking, Claudia Panseri, falou sobre o atual cenário internacional.
— A crise ucraniana me preocupa mais do que a desaceleração na China em função da proximidade em relação à Europa. Também pode ter impacto negativo em termos de efeito de contágio e fugas de capital de outros mercados emergentes num momento em que o crescimento econômico global ainda está frágil.
Em Londres, o índice Financial Times fechou em baixa de 0,35%, a 6.689 pontos.
Em Frankfurt, o índice DAX caiu 0,91%, para 9.265 pontos.
Em Paris, o índice CAC-40 ganhou 0,10%, para 4.370 pontos.
Em Milão, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,58%, para 20.753 pontos.
Em Madri, o índice Ibex-35 avançou 0,30%, para 10.194 pontos.
Em Lisboa, o índice PSI20 encerrou em alta de 1,24%, para 7.567 pontos.














