Termina hoje reunião que pode subir juros para crédito e empréstimos
Analistas indicam alta na Selic, o que pode aumentar ganhos na poupança
Economia|Do R7

O Copom (Comitê de Política Econômica) do BC (Banco Central) termina nesta quarta-feira (15), em Brasília, a reunião que poderá aumentar a taxa básica de juros, a Selic, usada como referência para o custo do crédito em bancos e lojas.
A Selic é o principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação. Na última segunda-feira (13), economistas de instituições financeiras estimaram um aumento da Selic para 10,25% neste mês — atualmente a taxa básica de juros está em 10%. Os dados são no novo relatório Focus divulgado pelo Banco Central.
Para 2015, as estimativas subiram para uma taxa básica de juros em 11,50%, acima dos 11,25% da semana passada. Os economistas também apostaram em um câmbio de R$ 2,47 no ano que vem.
Entenda a Selic
A taxa básica de juros é um instrumento do governo para segurar a oferta de crédito de bancos, financeiras e das próprias lojas, ou seja, para frear o consumo e, assim, estimular a redução do avanço natural dos preços já que a tendência do comércio é diminuir o preços de seus produtos quando a demanda por eles fica menor.
Quando a Selic sobe, o dinheiro fica mais caro e a população pega menos empréstimos — para comprar desde casas, carros e eletrodomésticos até contratar serviços, entre outros.
Ela é chamada de taxa básica porque é a mais baixa da economia e funciona como um piso para a formação dos demais juros cobrados no mercado que são influenciados também por outros fatores como o risco de quem pegou o dinheiro emprestado não pagar a dívida.
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Ela é usada nos empréstimos interbancários (entre bancos) e nas aplicações que os bancos fazem em títulos públicos federais. É a partir da Selic que as instituições financeiras definem também quanto vão pagar de juros nas aplicações dos seus clientes.
Ou seja, a taxa básica é o que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo para empresas ou consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos, a um custo muito mais alto. Por isso, os juros que os bancos cobram dos clientes é superior à Selic.
Copom
Criado em junho de 1996, o Comitê de Política Econômica busca estabelecer as diretrizes de política monetária e definir a taxa de juros, nos mesmos moldes do Fed (Federal Reserve, o Banco Central norte-americano). A reunião do Copom é dividida em duas sessões.
Na primeira, que ocorre nesta terça-feira (14), os chefes de departamento do BC e o gerente-executivo de relações com investidores apresentam análises sobre a inflação, nível de atividade econômica do País e evolução do mercado financeiro.
Já na segunda sessão, que ocorrerá na próxima quarta-feira (15), participam só o presidente e diretores do BC, todos com direito a voto, além do chefe do Depep (Departamento de Estudos e Pesquisas), sem voto.
Os diretores de Política Monetária e de Política Econômica analisam as projeções para a inflação e fazem recomendações para a taxa de juros de curto prazo, em seguida todos os diretores se manifestam e apresentam eventuais propostas alternativas.














