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Tesouro fixa limite de R$4,1 a 4,3 tri para dívida pública em 2019, aumenta peso esperado de LFTs

Economia|Do R7

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BRASÍLIA (Reuters) - A dívida pública federal do Brasil deverá terminar este ano entre 4,1 trilhões e 4,3 trilhões de reais, estabeleceu nesta segunda-feira o Tesouro Nacional por meio do Plano Anual de Financiamento (PAF), num crescimento de até 10,9 por cento sobre 2018.

No documento, o Tesouro também elevou o peso esperado para as Letras Financeiras do Tesouro (LFTs) a até 42 por cento do total da dívida em 2019.


No ano passado, o avanço da dívida foi de 8,9 por cento, a 3,877 trilhões de reais, dentro da faixa de 3,78 trilhões a 3,98 trilhões de reais que havia sido definida para o período.

No PAF deste ano, o Tesouro apontou que buscará um percentual de refinanciamento em torno de 100 por cento da dívida, considerando emissões e resgates de principal e juros, de forma a não adicionar liquidez ao sistema financeiro.


Em relação à composição, o governo estabeleceu que os títulos atrelados à Selic, as LFTs, deverão responder por 38 a 42 por cento da dívida pública federal no ano, subindo ante o patamar de 35,5 por cento em 2018.

Esses papéis pós-fixados são mais demandados por investidores quando há percepção de aumento do risco. No ano passado, inclusive, o Tesouro esticou em setembro o intervalo fixado como meta para os títulos para 33 a 37 por cento da dívida, contra 31 a 35 por cento antes, em resposta a condições adversas do mercado, então catapultadas por incertezas no cenário externo e pelas eleições presidenciais no Brasil. [nL2N1VR2A4]


Quanto aos demais títulos, os prefixados devem ficar em 2019 entre 29 e 33 por cento do total, sobre 33 por cento em 2018. No longo prazo, o objetivo permaneceu de participação de 40 por cento.

Já a parcela correspondente aos títulos indexados à inflação deverá ficar entre 24 e 28 por cento em 2019, ante 27,5 por cento no ano passado, enquanto os títulos corrigidos pelo câmbio terão limite de 3 a 7 por cento do total da dívida neste ano, contra resultado de 4 por cento em 2018.


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(Por Marcela Ayres)

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