Vale despenca e puxa Bovespa para baixo
Ibovespa caiu de 0,87%, a 55.325 pontos; Volume financeiro na sessão somou R$ 7,5 bilhões
Economia|Do R7

O principal índice da Bovespa fechou em queda nesta quarta-feira (29), pressionado pelo forte tombo das ações da mineradora Vale, após o minério de ferro recuar pela primeira vez em duas semanas no mercado à vista da China.
O Ibovespa caiu de 0,87%, a 55.325 pontos. O volume financeiro na sessão somou R$ 7,5 bilhões.
As preferenciais da Vale caíram 7,87% e as ordinárias recuaram 6,39%. O minério com entrega imediata nos portos chineses recuou 3,9% nesta quarta-feira, para US$ 56,90 por tonelada, na primeira queda desde 15 de abril.
A Vale apresenta seu balanço na quinta-feira antes da abertura do mercado e estimativas compiladas pela Reuters apontam queda de 61,8% no lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado, por conta da queda do preço do minério.
O recuo nos papéis dos bancos também pesou, com Bradesco caindo 2,37% e liderando as perdas do setor no Ibovespa, após seu balanço do primeiro trimestre mostrar alta nas provisões, ofuscando o ganho de rentabilidade.
A bolsa pouco reagiu ao comunicado sem surpresas da reunião de política monetária do Federal Reserve, com o banco central norte-americano ainda atrelando a alta do juro a dados, enquanto vê o mercado de trabalho e a economia fracos.
Na visão do economista Samuel Kinoshita, sócio na MVP Capital Gestão de Recursos, o Fed não fez uma movimentação peremptória que exclua a possibilidade de alta do juro em junho, como alguns no mercado aventavam, mas indicou que precisa de mais tempo para ter certeza de que a desaceleração é transitória.
Os contratos futuros de juros com vencimentos mais curtos nos EUA embutiam uma chance de alta do juro apenas em dezembro.
Ainda é aguardada decisão de juros do Banco Central no Brasil nesta quarta-feira, com apostas majoritárias na alta da taxa Selic de 12,75% para 13,25%.
Papel por papel
BR Malls caiu 2,87%, após a administradora de shopping centers informar vendas praticamente estáveis no primeiro trimestre e alta na inadimplência.
Rumo ALL recuou 9,29%. Em nota a clientes, o Itaú BBA avaliou que o mercado pode ter reagindo exageradamente ao anúncio de resgate antecipado de debêntures da ALL na véspera e disse não ver impacto significante dos resgates no endividamento da companhia.
BRF destoou do viés negativo e disparou 8,99%, após anúncio de recompra de até 16,6 milhões de ações ordinárias, com o resultado da empresa no primeiro trimestre também no radar. A gigante de alimentos ainda disse que planeja elevar preços no Brasil em 2015.
Petrobras também fechou no azul, com investidores aguardando resultado da Assembleia Geral Ordinária para eleger o novo presidente do Conselho de Administração.
Cielo subiu 4,07%, após registrar lucro líquido de R$ 926,17 milhões no primeiro trimestre, alta de 14,9% sobre um ano antes.















