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Vale registra fortes ganhos no 3º tri, mas resultado líquido cai com câmbio

Economia|Do R7

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Por Marta Nogueira e Roberto Samora

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A mineradora Vale registrou lucro líquido atribuído ao acionista de 5,75 bilhões de reais, queda de 19,5 por cento na comparação com o mesmo período do ano passado, por conta do câmbio principalmente, apesar de um forte resultado operacional, informou a empresa nesta quarta-feira.


O resultado líquido da maior produtora global de minério de ferro e níquel disparou na comparação com o segundo trimestre, quando a empresa registrou 306 milhões de reais.

O lucro líquido recorrente, que desconsidera efeitos como de flutuações cambiais, subiu cerca de 25 por cento, para 8,3 bilhões de reais, em um período em que a empresa bateu recordes de produção e vendas de minério de ferro e pelotas, com altos prêmios.


No terceiro trimestre, o real se depreciou 3,8 por cento em relação ao dólar, gerando um efeito contábil negativo não-caixa que reduziu o lucro líquido da Vale em 2,7 bilhões de reais.

O diretor financeiro da Vale, Luciano Siani, afirmou em um vídeo publicado na Internet que a empresa colheu no terceiro trimestre os resultados de sua estratégia de diferenciação de seus produtos e execução disciplinada.


"Na estratégia de diferenciação, atingimos também 8,6 dólares por tonelada de prêmio por nossos minérios (de ferro) de qualidade superior em relação ao padrão de mercado", disse Siani.

Com isso, a empresa registrou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da empresa, entre julho e setembro, de 17,4 bilhões de reais, aumento de 31 por cento ante um ano antes.


Segundo a Vale, os resultados do terceiro trimestre se traduziram em uma remuneração mínima aos acionistas de 1,142 bilhão de dólares. No período, a companhia informou ainda que realizou quase 50 por cento das recompras de ações no valor de 1 bilhão de dólares.

A empresa informou reduziu a dívida líquida para 10,7 bilhões de dólares, menor nível desde 2009, segundo Siani, que informou que a companhia "praticamente" concluiu seu programa de desalavancagem. No fim segundo trimestre, a dívida líquida era de 11,5 bilhões de dólares.

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(Por Marta Nogueira e Roberto Samora)

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