Veículos e equipamentos eletrônicos puxam avanço da produção industrial no Brasil
Atividade cresceu 1,1% em março na comparação com o mesmo mês do ano passado
Economia|Do R7

A produção industrial cresceu 1,1% em março na comparação com o mesmo mês do ano passado, informou nesta quarta-feira (3) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os responsáveis por esse resultado foram os segmentos de veículos automotores, reboques e carrocerias e de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos.
O resultado positivo na comparação com março de 2016 foi ilustrado por três das quatro grandes categorias econômicas, 16 dos 26 ramos, 48 dos 79 grupos e 53,8% dos 805 produtos pesquisados.
Entre as atividades, veículos automotores, reboques e carrocerias (10,9%) e indústrias extrativas (7%) exerceram as maiores influências positivas na formação da média da indústria.
Outras contribuições positivas relevantes vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (16,9%), de metalurgia (3,6%), de produtos de borracha e de material plástico (5,2%), de bebidas (5,3%), de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (8,4%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (7,1%), de celulose, papel e produtos de papel (3,9%), de outros produtos químicos (2,3%) e de produtos têxteis (7%).
Quando se compara o primeiro trimestre de 2017 com o mesmo período do ano passado, o resultado da produção industrial também é positivo. Neste recorte, o setor industrial mostrou acréscimo de 0,6%, com avanço em 15 dos 26 ramos.
Os principais destaques são indústrias extrativas (8,2%), veículos automotores, reboques e carrocerias (11,5%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (18,3%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (8,0%), de metalurgia (1,9%), de produtos de borracha e de material plástico (2,7%), de produtos têxteis (6,2%) e de máquinas e equipamentos (2%).
Anual
O resultado de março representa o terceiro mês seguido do ano sem reação nessa basa de comparação. Em janeiro, havia diminuído 0,4% e, em fevereiro, teve variação nula.
Colaboraram para o resultado anual ruim os segmentos de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-3,3%); as indústrias extrativas (-1,1%), de máquinas e equipamentos (-4,9%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-6,4%), de móveis (-11%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,7%) e de produtos de metal (-3,2%).
Na contramão da crise do setor, nove ramos ampliaram a produção nesse mês. Merece destaque, segundo o IBGE, o desempenho do ramo de produtos alimentícios (1,3%), que eliminou parte do recuo de 2,4% verificado em fevereiro de 2017.















