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Vendas do comércio voltam a crescer em 2024, após queda em dezembro

Resultado de janeiro representa a primeira alta significativa desde setembro do ano passado, quando o crescimento foi de 0,8%

Economia|Do R7, em Brasília

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Vendas do comércio voltam a subir em janeiro
Vendas do comércio voltam a subir em janeiro Edu Garcia/R7 - 20.12.2023

O volume de vendas do varejo subiu 2,5% em janeiro em comparação com o mês anterior, quando havia registrado queda de 1,4%. Esta é a primeira alta significativa desde setembro do ano passado, quando o crescimento foi de 0,8%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (14) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em outubro e novembro, o comércio passou por dois meses de estabilidade (-0,3% e 0,2%, respectivamente).


Com o resultado de janeiro, o setor opera 5,7% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020. O valor, no entanto, continua 0,8% abaixo do maior nível da série histórica, atingido em outubro de 2020.

“O comércio varejista veio de dois meses mais fracos, em que os resultados foram bastante abaixo do que poderíamos ter visto. Esse é um comportamento que foi observado não só em 2024, mas também em outros anos, quando, por exemplo, houve queda nas vendas no fim de 2022 e uma recuperação em janeiro”, explica o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.


Atividades

Em janeiro, cinco das oito atividades pesquisadas apresentaram taxas positivas. Os destaques foram as de tecidos, vestuário e calçados (8,5%) e de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (6,1%), que exerceram as principais influências sobre o resultado total do comércio varejista.

Outro setor em alta em janeiro foi o de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,9%). O segmento, que é o de maior peso na pesquisa (55,5%), está no terceiro mês seguido no campo positivo


Por outro lado, livros, jornais, revistas e papelaria (-3,6%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-1,1%) e combustíveis e lubrificantes (-0,2%) registraram queda. Quando considerado o varejo ampliado, há também a variação negativa do setor de material de construção (-0,2%).

Janeiro de 2024 x janeiro de 2023

Em janeiro, as vendas no varejo aumentaram 4,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse crescimento ocorreu em seis dos oito setores do varejo restrito:


• artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (7,1%);

• hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (6,4%);

• equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (4,3%);

• tecidos, vestuário e calçados (0,7%), combustíveis e lubrificantes (0,6%); e

• móveis e eletrodomésticos (0,3%).

Já os setores de livros, jornais, revistas e papelaria (-9,0%) e de outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,2%) recuaram nesse período. No varejo ampliado, as três atividades adicionais consideradas nesse indicador ficaram no campo positivo: veículos, motos, partes e peças (11,9%), material de construção (0,4%) e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo (16,1%).

“Nessa perspectiva de longo prazo, fica mais evidente a relação com a queda na taxa básica de juros, que causou a expansão do crédito, ainda que de forma lenta. Outro fator é o aumento da população ocupada e da massa de rendimento, que também impactou esse crescimento de 4,1% no ano”, afirma Santos.

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