Vendas em São Paulo caem 12,5% com lojas fechadas em jogos
Associação comercial espera que, na segunda quinzena, parte das vendas se recupere
Economia|Do R7

Os lojistas da cidade de São Paulo viram o faturamento de seus estabelecimentos caírem 12,55% na primeira quinzena de julho em relação à primeira metade do mês passado, mostra balanço de vendas da ACSP (Associação Comercial de São Paulo). Na comparação com o mesmo período do ano passado, o recuo foi de 6,05%.
Os empresários do varejo atribuem a queda no volume de vendas às reduções nos horários de funcionamento do comércio na capital paulista em dias de jogos da seleção brasileira na Copa. O presidente da ACSP, Rogério Amato, disse que o "movimento durante esse período foi prejudicado pela alteração da rotina dos estabelecimentos comerciais nos dias de jogos do Brasil".
— Esperamos que na segunda quinzena, com a volta da cidade à rotina, parte das vendas se recupere.
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Além dos horários reduzidos, outro fator que desestimulou as vendas foi a ausência de temperaturas baixas. Assim, os consumidores não se animaram a comprar roupas e calçados da moda outono-inverno.
Já as vendas a prazo do comércio da cidade de São Paulo caíram 7,8% na primeira quinzena de julho, em relação ao mesmo período de junho, e 7,2%, em relação à primeira metade de julho de 2013.
É o que apurou o Indicador de Movimento do Comércio a Prazo do Balanço de Vendas da associação. As quedas se devem também às reduções de horário no funcionamento do comércio nos dias de jogos da Seleção Brasileira. Outro fator é que as vendas de televisores para a Copa ficaram abaixo das expectativas dos varejistas.
As vendas à vista, calculadas pelo Indicador de Movimento de Cheques, caíram 17,3% e 4,9% ante a primeira quinzena de junho e na comparação anual, respectivamente. As quedas são explicadas também pelas alterações na rotina dos estabelecimentos comerciais, pela falta de frio no período (o consumidor não se animou a comprar roupas e sapatos da moda outono-inverno, que já está em liquidação) e pelas derrotas da seleção brasileira na Copa, que afetaram as vendas de produtos relacionados à Copa, como adereços, salgadinhos e bebidas.
Inadimplência
O Balanço de Vendas da ACSP sinaliza leve propensão à alta da inadimplência. Amato analisa que, apesar disso, "os dados não preocupam, porque a inadimplência caiu nos últimos dois anos. Este patamar atual é relativamente baixo — a não ser que a taxa de desemprego aumente".
O Indicador de Registro de Inadimplentes, que mede a entrada de registros de consumidores inadimplentes, teve alta sazonal de 21,4% na primeira quinzena de julho ante junho. Isso se deu como reflexo das vendas do Dia das Mães em maio. Em relação ao mesmo período de 2013, houve alta de 2,8%.
Já o Indicador de Recuperação de Crédito, que aponta os cancelamentos de dívidas, registrou alta sazonal de 18,7% em relação a junho, decorrente de negociações de dívidas para equilibrar o caixa das empresas, e leve recuo de 0,2% ante o mesmo período de 2013.
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