Vendas no varejo caem em dezembro e têm pior resultado desde 2000
O volume de venda e a receita nominal de dezembro caíram após quatro meses de alta
Economia|Do R7

O comércio varejista do País apresentou, em dezembro, taxas de -2,6% para o volume de vendas e de -2,4% para a receita nominal. Ambos foram os primeiros resultados negativos após quatro meses consecutivos de crescimento.
A queda nas vendas do varejo em dezembro em relação a novembro foi o pior resultado da série histórica da Pesquisa Mensal de Comércio, iniciada em fevereiro de 2000, segundo divulgação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A taxa acumulada em 2014 foi de 2,2%, em relação ao ano anterior (série sem ajuste), resultado menor que o de 2013 em relação a 2012, que foi de 4,3%.
Na comparação de dezembro de 2014 com igual mês do ano anterior (série sem ajuste), para o volume de vendas, quatro das oito atividades do varejo registraram variações positivas, sendo, por ordem de contribuição no resultado global, as seguintes: outros artigos de uso pessoal e doméstico (7,5%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (8,0%); combustíveis e lubrificantes (2,0%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, com 7,4%.
As atividades cujas taxas exerceram impactos negativos na composição global foram: livros, jornais, revistas e papelaria (-9,6%); tecidos, vestuário e calçados (-3,4%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,9%) e móveis e eletrodomésticos, com -3,6%.
Acumulado do ano
Dentre as oito atividades do varejo, cinco registraram taxas positivas, em relação ao ano anterior. O segmento de outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba lojas de departamentos, ótica, joalheria, artigos esportivos, brinquedos, etc., registrou variação no volume de vendas em 2014 de 7,9% em relação ao ano anterior, sendo este o principal impacto positivo no resultado anual do Comércio Varejista. A diversidade de itens comercializados neste segmento favorece o desempenho das vendas no período natalino.
A atividade de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, que registrou crescimento de 9,0%, em relação ao ano anterior, deu a segunda maior contribuição à taxa anual do varejo.
A variação de preços de medicamentos abaixo do índice geral do IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo) e o caráter de uso essencial de seus produtos são os principais fatores explicativos do desempenho do segmento acima da média geral do varejo.
A atividade de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com crescimento de 1,3% em 2014 em relação ao ano anterior, exerceu a terceira maior impacto na formação da taxa geral do varejo.
O declínio da taxa de crescimento em relação ao ano passado, quando o aumento foi de 1,9% em relação a 2012, pode ser explicado pela desaceleração do crescimento da massa real de rendimento, com taxa de variação de 1,4% em 2014, contra os 2,4% de 2013, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego.
Cabe ressaltar que o desempenho desta atividade foi influenciado ainda pelos preços da alimentação no domicílio que, nos últimos 12 meses, segundo o IPCA, variaram 7,1% contra 6,4% do índice geral.
A quarta maior contribuição à taxa global do varejo foi verificada na atividade de Combustíveis e lubrificantes, que apresentou, em 2014, resultado positivo no volume de vendas de 2,6% com relação ao ano anterior. Esse desempenho foi influenciado pelo comportamento dos preços dos combustíveis, cujo aumento no ano foi de 4,9%, contra a média geral de 6,4%, segundo o IPCA.















