Wal-Mart fecha 60 lojas no Brasil e encerra rede express
Reestruturação fecha 269 lojas ao todo e afeta 16 mil funcionários nos EUA e América Latina
Economia|Do R7, com Reuters

O Wal-Mart Stores encerrou seu formato de lojas menores, o Walmart Express, e fechou 269 unidades globalmente, incluindo 154 nos Estados Unidos, em uma reestruturação que afeta 16 mil trabalhadores (10 mil nos EUA e 6 mil em outros mercados). Segundo a empresa, as unidades fechadas representavam apenas 1% do seu lucro global. São cerca de 11.600 unidades em todo mundo.
Na América Latina 115 lojas foram fechadas, incluindo 60 no Brasil, cerca de 10% do total de 558 lojas no País que representam 5% do faturamento da rede. A empresa se comprometeu a realocar os cerca de 4 mil funcionários brasileiros em outras unidades.
Das 154 unidades fechadas nos Estados Unidos, 102 são do tipo express, que tem um décimo do tamanho de uma loja convencional. O formato estava em testes desde 2011, mas não entregou os resultados desejados.
As outras 52 unidades incluem alguns hipermercados, lojas de descontos e alguns Sam´s Clubs. No Brasil, a maioria das unidades fechadas também era da rede express.
O Wal-Mart disse que a medida reduzirá o lucro por ação em 0,20 a 0,22 dólar, com quase tudo sendo registrado no quarto trimestre fiscal que termina neste mês. Em novembro, a empresa estimou um lucro anual de 4,50 a 4,65 dólares por ação. Após o anúncio as ações da empresa tiveram queda de 2,6% e são negociadas a US$ 61,39.
O movimento ocorre três meses após o presidente-executivo Doug McMillon sinalizar a investidores que estava planejando rever as operações globais da varejista e que "fecharia lojas com baixo redimento". A empresa enfrenta dificuldades em países como Brasil cuja moeda está muito desvalorizada frente ao dólar, reduzindo os lucros locais.
O fechamento das lojas levanta especulações de que o Wal-Mart busca reestruturar ou até mesmo sair de mercados onde está tendo dificuldades. O Brasil estava entre os países mais citados por analistas como alvo potencial, junto com o Japão.
"Fechar lojas nunca é uma decisão fácil, mas é necessário manter a empresa forte e posicionada para o futuro", disse o presidente-executivo, em comunicado.












