Ação lança programa de saúde mental para estudantes do ensino médio de escolas públicas em Goiás
Objetivo é desenvolver as competências socioemocionais de jovens alunos do estado para a construção de projetos futuros
Educação|Alex Gonçalves, do R7*

No Dia Internacional da Saúde Mental, celebrado nesta segunda-feira (10), foi lançado o programa: 'Projeto de Vida e a Temática da Saúde Mental no Ensino Médio', para estudantes do ensino médio de escolas públicas no estado de Goiás, com o foco na formação de professores.
A parceria entre o Instituto Ânima, do grupo Ânima Educação com a Zurich Foundation visa a desenvolver as competências socioemocionais para apoiar os jovens alunos na construção de projetos futuros, continuidade nos estudos, imersão no mundo do trabalho e relações pessoais.
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O programa possui 22 trilhas desenhadas em cinco campos das habilidades sócios emocionais: autoconsciência, autogestão, consciência social, relacionamento interpessoal e tomada de decisão, explica Wilma Bolsoni, CEO da Flowschool. "É um método que percorre de forma autônoma pelo próprio aluno, com roteiros de vídeos e exercícios e uma linguagem feita para os jovens", explica.
Para o presidente do Instituto, Daniel Castanho, para se transformar a educação pública no país é necessário atuar em processos. "Precisamos entender que a educação é um meio para desenvolvimento de novas habilidades e que a escola precisa ajudar os estudantes a preservarem o seu equilíbrio mental em situação não familiar", diz.
Entretanto, ainda de acordo com Castanho, os educadores também precisam estar com a saúde mental boa, para poderem preparar os jovens para um futuro mais harmônico. "A gente ensina o que a gente é", comenta.
Daniele Paz, diretora do instituto, complementa em dizer que o projeto se iniciou pelo estado de Goiás, pelo destaque da região no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), em que esteve em primeiro colocado nas últimas edições, mas perdeu a liderança para o Paraná em 2021. "É uma região de referência quando o assunto é educação dos alunos de ensino médio, além de que tratar o tema no currículo acadêmico evidência a importância pelo diálogo", diz.
De acordo com Fátima Gavioli, secretária de Estado da Educação de Goiás, o projeto está presente em 100% das escolas de ensino médio parcial, atendendo a cerca de 145 mil estudantes e 6.400 professores. "Trabalhar com este tema sobre a saúde mental com os alunos, sobretudo no pós-pandemia é de extrema importância", evidência ao destacar sobre os últimos episódios de violências nas escolas, como o da cadeirante morta no mês passado em um colégio na Bahia.
Para Wagner Gataz, professor titular e presidente do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), o programa também irá ajudar a retirar os preconceitos sobre o tema da saúde mental, entre estudantes, educadores e sociedade. "A informação compartilhada reduz os estigmas para podermos cuidar de todas as pessoas", esclarece.
Ana Mania da Matta, gerente de responsabilidade social corporativa e comunicação da Zurich, recorda que desde 2019 já acompanhavam os dados sobre saúde mental e que com a pandemia do Covid-19, a organização decidiu tirar o projeto do programa do papel e avançar em parceria com o instituto em 2021. "É uma ação muito importante para as redes de educação, afim de evitarmos problemas sérios, como os de violências nas escolas", finaliza.
*Estagiário do R7 sob supervisão de Karla Dunder















