Brasileiro é o que poupa menos para educar filhos
Pesquisa mostra que 7% dos pais no País acham que os filhos podem ajudar a custear os estudos
Educação|Do R7

Os pais brasileiros são os que menos poupam para a educação dos filhos. Um levantamento global do banco HSBC realizado em 15 países apontou que apenas 42% dos entrevistados do Brasil economizam dinheiro para os estudos dos filhos. O resultado brasileiro ficou bem abaixo da média global, que é de 64%.
O grande fator que explica a baixa poupança dos brasileiros para a educação é a falta da cultura do planejamento de investimentos para o longo prazo.
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Entretanto, o fato de o brasileiro poupar pouco para a educação dos filhos não significa que ele não dê importância ao ensino. No Brasil, de acordo com o levantamento do HSBC, 83% acreditam no investimento para todas as áreas da educação (fundamental, médio e graduação/pós-graduação). O País só ficou atrás da Índia (90%), Estados Unidos (89%), China (87%) e Indonésia (86%).
Lamento
Como consequência da baixa poupança, os pais brasileiros são os que mais lamentam não terem guardado dinheiro para a educação dos filhos. Pelo levantamento, 39% dos entrevistados no País lamentam não terem guardado recursos suficientes. Na sequência, apareceram a Índia (34%) e a China (30%). A média global para esse indicador foi de 22%.
— Muitas vezes, no dia a dia, as pessoas vão pagando com a renda. Esperam receber o salário e aí fazem o pagamento, e todo mundo fica com o sentimento de que gostaria de ter planejado melhor, afirma Augusto Miranda, diretor de Gestão de Patrimônio do HSBC.
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A pesquisa também apurou que apenas 7% dos brasileiros acreditam que os filhos podem ajudar a custear os estudos. O resultado brasileiro ficou abaixo da média global (8%) e foi muito inferior ao apurado em outros países, como Taiwan (28%), Estados Unidos (25%) e Reino Unido (19%).
— Como o brasileiro enxerga que o filho pode ajudar menos a custear os estudos, os pais deveriam começar a se planejar mais cedo, diz Miranda.
A pesquisa foi realizada com 4.592 pessoas. As entrevistas online foram realizadas em dezembro de 2013 e janeiro de 2014 ,com pais que têm pelo menos um filho com menos de 23 anos de idade.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.













