Entidades educacionais pedem que novo ministro seja comprometido com Plano Nacional de Educação
O secretário executivo, Luiz Cláudio Costa, assume interinamente o MEC
Educação|Da Agência Brasil

Entidades ligadas à educação pedem à presidenta Dilma Rousseff que o MEC (Ministério da Educação) não seja usado como moeda de troca e que o novo ministro esteja comprometido com o cumprimento do PNE (Plano Nacional de Educação) e com o fortalecimento da educação pública, com o diálogo permanente com a sociedade.
Esta semana, o ex-ministro Cid Gomes deixou a pasta, após embate com parlamentares na Câmara dos Deputados. O secretário executivo, Luiz Cláudio Costa, assumiu interinamente o MEC.
No final da última semana, a Anped (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação) informou, por meio de manifesto, que o MEC "não pode ser balcão de negócios ou moeda de troca para assegurar a governabilidade".
A associação sugere que o novo ministro assuma o compromisso de cumprir o PNE, em consonância com as deliberações aprovadas no documento final da Conae (Conferência Nacional de Educação) 2014.
A Anped defende o fortalecimento da educação pública e manifesta "preocupação com os rumos do Ministério da Educação, que, desde o início de 2015, evidencia um descompasso entre sua agenda política e o fortalecimento da educação pública, laica, gratuita, democrática e de qualidade socialmente referenciada".
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A Campanha Nacional pelo Direito à Educação, rede que articula mais de 200 grupos e entidades distribuídas por todo o País, divulgou na última sexta-feira (20) carta aberta à presidenta Dilma Rousseff.
No texto, é sugerido que a chefia do MEC "seja ocupada por pessoa que goze da necessária legitimidade política e também de amplo reconhecimento na comunidade educacional, especialmente de trabalhadores[as] em educação, gestores[as] públicos, conselheiros[as] educacionais, ativistas e pesquisadores[as]".
O documento ressalta a necessidade de um "esforço irrevogável de cumprimento do PNE", além do fortalecimento da Conae, FNE (Fórum Nacional de Educação) e outros canais efetivos de participação social. Pede também compromisso com a repactuação federativa no compartilhamento dos custos das políticas educacionais.
União Nacional
Também na última sexta-feira, a Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) encaminhou carta à presidenta da República elogiando a declaração dela de que a escolha do novo ministro será a partir de critérios técnicos.
"Sabemos que o nome escolhido deverá carregar legitimidade política para implementar uma profícua gestão [...] e articular as ações necessárias no ao Congresso Nacional. Esta decisão firme e acertada provocará resultados capazes de efetivar os avanços necessários na educação brasileira", acrescenta a carta.
A Undime reúne os gestores responsáveis pela educação pública nos 5.569 municípios brasileiros. De acordo com a entidade, o tema de governo "Brasil: Pátria Educadora" é uma questão que favorece "o diálogo para concretizar novas conquistas".
Para representantes da Undime, o PNE em vigência é "desafio imposto à União, aos estados e municípios e, por isso, requer permanente diálogo, adequado planejamento e adoção de novas ações na gestão pública".
O PNE estabelece metas para serem cumpridas nos próximos dez anos. Elas vão da educação infantil à pós-graduação, incluindo a formação de professores. Entre as metas, está o investimento anual de, pelo menos, 10% do PIB (Produto Interno Bruto) em educação até o fim da vigência do plano.













