Estudantes da USP protestam a favor de cotas raciais
De acordo com a Polícia Militar, cerca de 150 alunos participaram da manifestação
Educação|Do R7

Cerca de 150 estudantes da Universidade de São Paulo (USP), segundo a Polícia Militar, fizeram um protesto na noite da última terça-feira (24), na região central da capital paulista, a favor de cotas na instituição.
Até as 19h30, não havia registro de confusão durante o protesto. O grupo pretendia marchar até a Praça Roosevelt, no centro. Policiais militares acompanham o ato em bicicletas.
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Os manifestantes se reuniram às 17h no vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo) e iniciaram a marcha quase uma hora e meia depois. Por volta das 19h20, o grupo descia a rua da Consolação.
O protesto era pacífico. Com gritos, faixas e tambores, eles afirmam que a USP é elitista e reivindicam mais políticas de inclusão, como cotas no vestibular e reforço na assistência estudantil.
Para Cristiane Alves Avelar, integrante do Núcleo de Consciência Negra da USP e aluna de Letras, o número de alunos negros da USP é pequeno.
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— A quantidade de negros na USP ainda é muito pequena, bem abaixo do que poderia ser caso a universidade seguisse a lei federal de cotas.
A lei federal de cotas prevê reserva de 50% das vagas, com distribuição proporcional de cadeiras para negros, pardos e indígenas de acordo com a população de cada Estado, nas instituições públicas federais até 2016. A USP adotou sistemas de bonificação, mas recusou as cotas raciais e sociais.
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A Pró-reitoria de Graduação, entretanto, já afirmou que pretende rediscutir neste ano as fórmulas de ingresso na instituição. Sem entender exatamente as causas do protesto que tomava a Paulista, o turista belga Nordin Beniz, de 40 anos, fazia fotos da passeata dos alunos.
— Não é o que imaginávamos do Brasil. Pensávamos que o País inteiro parava para assistir ao futebo.













